Doenças
Uma gastroenterite para mim, que é para não me armar em esperta.
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Uma gastroenterite para mim, que é para não me armar em esperta.
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mas devia ter acrescentado vómitos, ao post anterior. Acabei de ser vomitada (literalmente) da cabeça aos pés.
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De volta ao mundo das bronquiolites, febre, xaropes, bombas e supositórios. O que seria de mim sem a emoção das doenças das minhas filhas (desta vez em semanas alternadas)?
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Ter as miúdas cheias de febre e a tossir desalmadamente é justificação para comer quase meio chocolate Milka, dos grandes, não é?
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Um familiar muito próximo está internado para lhe fazerem uma cirurgia na Terça-feira. Ofereci ajuda mais directa mas disseram-me que precisam muito de mim na retaguarda. Estou aqui sempre, para o apoio que precisam, mas confesso que fiquei aliviada por não ter que passar outra vez por tudo, especialmente naquele sítio. Espero que o desfecho desta vez, seja bem diferente.
Etiquetas: familiares, Saúde
Muito tempo depois da última consulta, voltei ao meu médico de família. A sentença foi dura. Vim carregada de medicação, exames e conselhos. Espero que depois de tudo isto possa melhorar. A minha saúde já teve melhores dias.
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Naquele dia que estive no hospital e que a minha mãe caiu e foi também "lá ter", viemos para casa. Que ela tinha partido o acrómio, mas que o resto eram dores da queda. Que tinha visto o Rx. Que estava tudo bem. Podia ter alta. Dizia o "alucinado" do médico.
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Na Terça dia 2 estive a fazer um trabalho até às 3 da manhã. Dormi pouco. Na noite seguinte, como seria feriado na Quinta, aproveitámos para sair, mas ao fim da noite comecei a sentir-me mal disposta. Para mais, a Matilde teve febre, dormi pouco e mal. Na Quinta-feira tive um grande stress e foi um dia difícil. Na Sexta comecei a sentir-me sem forças, muito cansada, sonolenta e meia baralhada. Com dores de estômago também. No Sábado não estava melhor. Fui ao SAP. Mandaram-me para o hospital. Fiquei lá 2 horas sentada à espera mas como não aguentava nem o peso da cabeça, deram-me uma maca. Teria chegado o meu estado, mas passado algum tempo, lá deitada à espera e cheia de dores, o Pedro ligou-me porque a minha mãe tinha caído e estava a dar entrada lá no hospital também. Ouvi o nome dela na triagem e a muito custo levantei-me para ir dar informações clínicas dela. Por sorte o bombeiro que a transportara até ao hospital, antigamente era da nossa freguesia e conhecia-a bem. Aliás, foi o mesmo que a tinha levado há 13 anos. Vi que ela estava " em boas mãos" e fui deitar-me novamente. Deram-me medicação e soro. Fiz exames e várias horas e peripécias depois, estava a levantar a minha mãe, porque ambas tínhamos alta. Claro que me "caiu redonda" nos braços (e mais uma vez, cairia no chão, se eu não estivesse lá). Ela trouxe o acrómio partido, uma dor na perna e o braço tão negro que parece apodrecido. Eu trouxe medicação e exames para fazer. O domingo acabou por ser um dia calmo, dadas as circunstâncias. E eu que tinha reservado esses 4 dias para descansar e por isso tinha "carregado" mais a semana seguinte, em trabalho. Para variar, planos furados. Durante a semana fui melhorando das dores e do cansaço. Na segunda, o nosso aniversário de casamento que teve tantos contratempos que passámos a noite a rir (tipo pior era impossível, não fosse a companhia ser do melhor ;) ). Quarta-feira foi um dia duro porque fui a Lisboa de manhã e depois ainda fui trabalhar para dois locais diferentes a mais de 50 kms de distância entre eles. Acabei cansada, mas supostamente descansaria no dia seguinte. Pois, mas a pequena começou com tosse nessa noite. Continuou no dia seguinte e na sexta teve febre. Depois de almoço, ela estava a dormir a sesta e começou a ficar vermelha e com tremores. 39,9ºC que não cediam a nada. Apanhei um susto valente. Depois ficou sub-febril até ao dia seguinte. Aguentou-se melhor durante o dia. Como tínhamos ido ao Alentejo trabalhar, ela foi connosco. Na viagem para cá tivemos que parar imensas vezes, que ela já não estava bem. À noite, voltou aos 39.9ºC e com uma respiração medonha. Depois de um telefonema para o saúde 24 fomos enviados a um centro médico, onde ficou internada. Mais uns sustos depois, adormeceu. E eu passei a noite em branco, com os valores do oxímetro a atormentar-me. Hoje ao longo do dia foi melhorando mas foi difícil adormecê-la. Está agitada.
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A adiar o inadiável. O corpo já reclama há muito tempo. As lembranças da última fase destas, há 3 anos, retiram-me as forças para um passo que tem que ser dado. Os dias têm sido difíceis. Hoje com a ajuda da mana, minoraram-se os danos. Não dá mais. Não vai passar assim. E eu tenho tanto medo...
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A hora mudou e as rotinas baralharam-se. Adormeci convencida que tinha que acordar cedíssimo para ir para Lisboa. Durante a noite ocorreu-me que estamos de férias das aulas. Ainda não tinha ido às aulas este semestre, que começou há 2 semanas, porque o trabalho não permitiu. Nem me lembrava das férias. Estou em casa, deitada, a tratar de assuntos que preciso de tratar. A introduzir trabalho no computador. Dói-me o corpo e a alma. Este fim de semana, 13 anos daquele dia 27 de Março de 1997. Acordei cedo nesse dia. Nós 3 íamos para o Algarve. O carro estava pronto, carregado. Os meus pais iam para a Madeira, nesse dia também. Cheguei ao quarto dos meus pais e a minha mãe ainda estava deitada. Achei estranho e perguntei-lhe se não se levantava. Passava pouco das 8 h. Sorriu-me de uma forma estranha. Pedi que se levantasse e vi logo que algo não estava bem. Liguei ao nosso médico que nos acalmou, mas não fiquei descansada. Liguei para o meu pai e para a ambulância. O pior passou-se já no hospital. Mais uns minutos em casa e não teria sobrevivido, segundo os médicos. Sobreviveu. Cada hora era mais uma vitória. 48 intermináveis horas que tinham que passar. Ela sorria, falava, mas não estava bem. E a nossa vida mudou para sempre. Ela tinha 42 anos, uma energia, vontade e garra fora do comum. A doença levou-lhe parte da vida. Daquela vida que tinha construído. Que sempre sonhara. Durante algum tempo nem andava. Que nunca mais voltaria a andar, segundo os médicos. Andou e fez muito mais que alguma vez alguém imaginara naquela altura. A vida nunca mais foi a mesma. Mas Deus permitiu-lhe que vivesse. E isso não pode nunca ser esquecido.
Hoje posso finalmente respirar um pouco mais de alívio. Mais um cadeirão feito. Uns neurónios a menos. Uma sensação de alívio indescritível. E mil e um assuntos para tratar que ficaram pendentes nestes dias. Uma óptima notícia, também. Estava a precisar de alguma paz depois destas tempestades que têm sido todos os dias.
Andava a dormir pessimamente mal. a miúda só queria mamar. Mas o pior começou no sábado, dia 13. Levantar cedo rumo a Lisboa. Chegar e esperar eternidades. Por um exame tipo gincana. Quatro minutos, toca campaínha, entrar numa sala. Muitos nervos. Toca a campaínha. Trinta segundos. Mudar de sala. Troca a campaínha. Quatro minutos. Para pensar e agir. Rapidamente. Assuntos díspares. Toca a campaínha. Trinta seguindos. Outra sala. Quatro minutos. Catorze vezes, assim. Saí de rastos. O examezão do curso, segundo dizem. Feito mas com muito cansaço. Domingo aliviou um pouco a falta de descanso. Na segunda a Matilde estava doente. Na terça, clausura e nem fomos ver o Carnaval. a Mariana ainda se mascarou mas a Matilde não quis. Saímos só para ir a casa da minha mãe.
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Esta noite teve muita tosse. Notava-lhe também alguma dificuldade respiratória. Ventilan. Melhorou mas não passou a minha aflição. Bem acordada, relembrei aqueles dias. No internamento. Quando fui levar a Mariana à escola e fui com ela directamente ao SAP. Costumo ligar para o saúde 24. Não havia tempo. Nem era preciso auscultá-la para perceber que havia roncos em tudo quanto era pulmão. Esperei pouco para sermos chamadas. O suficiente para entrar uma mãe duma amiguinha do infantário que trabalha lá e ir mimá-la. Logo à entrada da consulta, a típica simpatia da médica que nos atendeu. A tirar as conclusões dela, à maneira dela. Expliquei bem que ela andava desde há umas três semanas ora melhor, ora pior. Que tinha dias em que estava bem. Que apenas tinha tido dificuldade respiratória desde o dia anterior mas tinha melhorado com o Ventilan. Mas que de manhã estava a piorar e que o Ventilan parecia não estar a resultar. Descrevi todos os sintomas detalhada e cronologicamente. Queria lá saber se a médica queria embirrar e dizer que ela estava com aquele dificuldade respiratória há 3 semanas. Era a interpretação dela. Eu bem sabia que a minha menina não estava bem e só queria que lhe fizessem a oximetria para me descansar (ou não). Finalmente percebeu e começou a consulta de novo. Com outra simpatia. Explicou-me que devia ter ido directamente ao hospital (e quando vou, alguém diz que devo ir sempre ao Centro de Saúde, mas enfim...)
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A Mariana, a Matilde, a Patrícia e o Pedro gostam muito de ti (mesmo que tenhas cozinhado o nosso peixinho preferido quando estávamos no hospital). E já agora, deixa de ser invejosa e querer ir sempre para o hospital quando nós vamos também (ao menos tivesses aproveitado a boleia para cá). Rápidas melhoras, que tens muito para fazer por nós. Adoramos-te.
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Dormir estendida numa cama, abraçadinha à minha pequenina, é um luxo. Dormir naquele cadeirão deixou-me a coluna feita num oito.
Etiquetas: 18 meses Matilde, Saúde
Supostamente viria aqui explicar porque é que há 18 meses e meio que não tinha o quarto só para mim e para o Pedro. Explicaria que finalmente este fim de semana tínhamos ido só os dois ficar a um hotel, com o programa Cupido gourmet, up grade para a suite nupcial. Supostamente acrescentaria que tinha sido um presente de Natal. Que tinha uma bela decoração, uma vista fantástica, iguarias deliciosas, banhos de espuma irrepetíveis e uma companhia fabulosa. Supostamente acrescentaria que a Mariana tinha ficado com a mana Vera, e a Matilde (pela primeira vez) com a mana Rita.
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Depois do dia 11 de Dezembro, em que me queixava que a Matilde estava novamente doente, já teve de tomar antibiótico novamente. Três no espaço de 1 mês e meio. Depois disso, já esteve a semana passada com tosse durante 3 dias. Ontem, (e depois de uns dias com o nariz a pingar) teve 38ºC de temperatura. Também estava com tosse mas hoje já estava um pouco melhor.
Etiquetas: 18 meses Matilde, 4 anos e meio Mariana, Saúde
As pessoas olham para nós enquanto nos ouvem falar das doenças dos nossos filhos, do cansaço do trabalho, das dificuldades dos cursos e nem imaginam o que mais se pode estar a passar nas nossas vidas. Acordar de manhã, ir estudar, trabalhar, e continuar rotinas, depois de certas provações pode ser muito duro. Estes dias têm sido muito duros.
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Depois da noite de 12 para 13 de Novembro, voltou a ter febre à tardinha. Começou a subir até aos 39,5ºC e foi difícil baixá-la. No dia seguinte tivémos um baptizado (da priminha M.) e ela esteve sub-febril e muito murchinha. No domingo estava um pouco melhor, mas à noite chorou muito porque eu não lhe quis dar mais mama, e ela esteve com uns roncos horríveis. Passei a noite a auscultá-la e ainda cheguei a ligar para a Saúde 24. Disseram-me que devia ir ao hospital num prazo de 4 horas. Mas eu fiz-lhe o Ventilan e fui gerindo a situação . Na segunda estava bem. Na Terça-feira teve tosse na escola depois de se levantar da sesta. Fizeram-lhe o Ventilan e ficou bem.
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Depois da crise que teve dia 13 de Novembro, a Mariana ficou melhor. Andou um ou dois dias até recuperar totalmente, como costume. Passou essa semana, e na semana seguinte teve tosse um ou dois dias em momentos isolados, mas nada de especial. Na sexta-feira (27), veio com tosse da escola. Fomos a um aniversário à noite e ela esteve sempre com aquela tosse irritativa. De repente começou com uma tosse funda, estridente. Auscultei-a e estava péssima. Fomos directamente ao hospital, que estávamos perto e nem liguei para a linha saúde 24, como costumo fazer. Não havia tempo. Fizeram-lhe o Salbutamol. O turno médico mudou entretanto, e quem a observou depois, foi uma pediatra nova e muito competente. Auscultou-a entre cada "máscara" e estava super atenta. Como a situação estava complicada, fez-lhe adrenalina também. Apanhei o susto maior, desde que sou mãe. Viemos para casa já de madrugada, com a Mariana medicada com o Rosilan novamente e com uma consulta de asma marcada. Pela médica que embora seja ainda nova, não se preocupou de passar "por cima" da opinião da pediatra da minha filha. Durante a madrugada, eu nem conseguia adormecer tal era o estado de nervos. Ela ainda não estava nada bem mas precisava de descansar. Dormiu mal também. Connosco, para estarmos sempre alerta. No Domingo à noite, quem a visse não diria que tinha tido aquela crise. Ficou bem. Na segunda de manhã marquei uma consulta com uma pneumologista, que por sorte (de alguém ter desmarcado), consegui nesse mesmo dia.
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