terça-feira, fevereiro 01, 2011

Doenças

Uma gastroenterite para mim, que é para não me armar em esperta.

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segunda-feira, janeiro 31, 2011

Sei que não é bonita a visão...

mas devia ter acrescentado vómitos, ao post anterior. Acabei de ser vomitada (literalmente) da cabeça aos pés.

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Gosto tanto do Inverno...

De volta ao mundo das bronquiolites, febre, xaropes, bombas e supositórios. O que seria de mim sem a emoção das doenças das minhas filhas (desta vez em semanas alternadas)?

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terça-feira, dezembro 14, 2010

Doentes

Ter as miúdas cheias de febre e a tossir desalmadamente é justificação para comer quase meio chocolate Milka, dos grandes, não é?
Maldito tempo (nem sequer me posso queixar do Inverno, que ele nem chegou). Estou farta e isto ainda agora começou. Tadinhas das minhas princesas.

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domingo, dezembro 12, 2010

Doenças

Um familiar muito próximo está internado para lhe fazerem uma cirurgia na Terça-feira. Ofereci ajuda mais directa mas disseram-me que precisam muito de mim na retaguarda. Estou aqui sempre, para o apoio que precisam, mas confesso que fiquei aliviada por não ter que passar outra vez por tudo, especialmente naquele sítio. Espero que o desfecho desta vez, seja bem diferente.

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quarta-feira, setembro 15, 2010

Consultas II

Muito tempo depois da última consulta, voltei ao meu médico de família. A sentença foi dura. Vim carregada de medicação, exames e conselhos. Espero que depois de tudo isto possa melhorar. A minha saúde já teve melhores dias.

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terça-feira, julho 20, 2010

Às vezes não sei se andam a brincar

Naquele dia que estive no hospital e que a minha mãe caiu e foi também "lá ter", viemos para casa. Que ela tinha partido o acrómio, mas que o resto eram dores da queda. Que tinha visto o Rx. Que estava tudo bem. Podia ter alta. Dizia o "alucinado" do médico.
Pois, mas ela continuava com dores. E continuava. Em dois sítios diferentes. E ela nunca se queixa. e as dores não passavam. E eu sempre confiante que um ortopedista sabe avaliar um rx convenientemente.
Novos Rx. Surpresa: fractura (enorme) na bacia e duas vértebras fracturadas. Com tudo o que isso implica.
Dá vontade de quê?

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domingo, junho 13, 2010

Tudo isto para dizer que preciso mesmo de descansar

Na Terça dia 2 estive a fazer um trabalho até às 3 da manhã. Dormi pouco. Na noite seguinte, como seria feriado na Quinta, aproveitámos para sair, mas ao fim da noite comecei a sentir-me mal disposta. Para mais, a Matilde teve febre, dormi pouco e mal. Na Quinta-feira tive um grande stress e foi um dia difícil. Na Sexta comecei a sentir-me sem forças, muito cansada, sonolenta e meia baralhada. Com dores de estômago também. No Sábado não estava melhor. Fui ao SAP. Mandaram-me para o hospital. Fiquei lá 2 horas sentada à espera mas como não aguentava nem o peso da cabeça, deram-me uma maca. Teria chegado o meu estado, mas passado algum tempo, lá deitada à espera e cheia de dores, o Pedro ligou-me porque a minha mãe tinha caído e estava a dar entrada lá no hospital também. Ouvi o nome dela na triagem e a muito custo levantei-me para ir dar informações clínicas dela. Por sorte o bombeiro que a transportara até ao hospital, antigamente era da nossa freguesia e conhecia-a bem. Aliás, foi o mesmo que a tinha levado há 13 anos. Vi que ela estava " em boas mãos" e fui deitar-me novamente. Deram-me medicação e soro. Fiz exames e várias horas e peripécias depois, estava a levantar a minha mãe, porque ambas tínhamos alta. Claro que me "caiu redonda" nos braços (e mais uma vez, cairia no chão, se eu não estivesse lá). Ela trouxe o acrómio partido, uma dor na perna e o braço tão negro que parece apodrecido. Eu trouxe medicação e exames para fazer. O domingo acabou por ser um dia calmo, dadas as circunstâncias. E eu que tinha reservado esses 4 dias para descansar e por isso tinha "carregado" mais a semana seguinte, em trabalho. Para variar, planos furados. Durante a semana fui melhorando das dores e do cansaço. Na segunda, o nosso aniversário de casamento que teve tantos contratempos que passámos a noite a rir (tipo pior era impossível, não fosse a companhia ser do melhor ;) ). Quarta-feira foi um dia duro porque fui a Lisboa de manhã e depois ainda fui trabalhar para dois locais diferentes a mais de 50 kms de distância entre eles. Acabei cansada, mas supostamente descansaria no dia seguinte. Pois, mas a pequena começou com tosse nessa noite. Continuou no dia seguinte e na sexta teve febre. Depois de almoço, ela estava a dormir a sesta e começou a ficar vermelha e com tremores. 39,9ºC que não cediam a nada. Apanhei um susto valente. Depois ficou sub-febril até ao dia seguinte. Aguentou-se melhor durante o dia. Como tínhamos ido ao Alentejo trabalhar, ela foi connosco. Na viagem para cá tivemos que parar imensas vezes, que ela já não estava bem. À noite, voltou aos 39.9ºC e com uma respiração medonha. Depois de um telefonema para o saúde 24 fomos enviados a um centro médico, onde ficou internada. Mais uns sustos depois, adormeceu. E eu passei a noite em branco, com os valores do oxímetro a atormentar-me. Hoje ao longo do dia foi melhorando mas foi difícil adormecê-la. Está agitada.
Tudo isto para dizer que preciso mesmo de descansar (e já agora de umas bruxas...)

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sábado, junho 05, 2010

Dias difíceis

A adiar o inadiável. O corpo já reclama há muito tempo. As lembranças da última fase destas, há 3 anos, retiram-me as forças para um passo que tem que ser dado. Os dias têm sido difíceis. Hoje com a ajuda da mana, minoraram-se os danos. Não dá mais. Não vai passar assim. E eu tenho tanto medo...

(Três anos depois, parece um ciclo. Outro pós parto com amamentação. Outro problema grave familiar que quase nos tirou novamente o chão. Outro processo difícil no trabalho. Outro curso.
Novo ciclo. Velhos problemas...)

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segunda-feira, março 29, 2010

Deste fim de semana

A hora mudou e as rotinas baralharam-se. Adormeci convencida que tinha que acordar cedíssimo para ir para Lisboa. Durante a noite ocorreu-me que estamos de férias das aulas. Ainda não tinha ido às aulas este semestre, que começou há 2 semanas, porque o trabalho não permitiu. Nem me lembrava das férias. Estou em casa, deitada, a tratar de assuntos que preciso de tratar. A introduzir trabalho no computador. Dói-me o corpo e a alma. Este fim de semana, 13 anos daquele dia 27 de Março de 1997. Acordei cedo nesse dia. Nós 3 íamos para o Algarve. O carro estava pronto, carregado. Os meus pais iam para a Madeira, nesse dia também. Cheguei ao quarto dos meus pais e a minha mãe ainda estava deitada. Achei estranho e perguntei-lhe se não se levantava. Passava pouco das 8 h. Sorriu-me de uma forma estranha. Pedi que se levantasse e vi logo que algo não estava bem. Liguei ao nosso médico que nos acalmou, mas não fiquei descansada. Liguei para o meu pai e para a ambulância. O pior passou-se já no hospital. Mais uns minutos em casa e não teria sobrevivido, segundo os médicos. Sobreviveu. Cada hora era mais uma vitória. 48 intermináveis horas que tinham que passar. Ela sorria, falava, mas não estava bem. E a nossa vida mudou para sempre. Ela tinha 42 anos, uma energia, vontade e garra fora do comum. A doença levou-lhe parte da vida. Daquela vida que tinha construído. Que sempre sonhara. Durante algum tempo nem andava. Que nunca mais voltaria a andar, segundo os médicos. Andou e fez muito mais que alguma vez alguém imaginara naquela altura. A vida nunca mais foi a mesma. Mas Deus permitiu-lhe que vivesse. E isso não pode nunca ser esquecido.

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quinta-feira, março 04, 2010

Depois das "tempestades"

Hoje posso finalmente respirar um pouco mais de alívio. Mais um cadeirão feito. Uns neurónios a menos. Uma sensação de alívio indescritível. E mil e um assuntos para tratar que ficaram pendentes nestes dias. Uma óptima notícia, também. Estava a precisar de alguma paz depois destas tempestades que têm sido todos os dias.

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segunda-feira, fevereiro 22, 2010

O ano de 2010 no seu melhor...

Andava a dormir pessimamente mal. a miúda só queria mamar. Mas o pior começou no sábado, dia 13. Levantar cedo rumo a Lisboa. Chegar e esperar eternidades. Por um exame tipo gincana. Quatro minutos, toca campaínha, entrar numa sala. Muitos nervos. Toca a campaínha. Trinta segundos. Mudar de sala. Troca a campaínha. Quatro minutos. Para pensar e agir. Rapidamente. Assuntos díspares. Toca a campaínha. Trinta seguindos. Outra sala. Quatro minutos. Catorze vezes, assim. Saí de rastos. O examezão do curso, segundo dizem. Feito mas com muito cansaço. Domingo aliviou um pouco a falta de descanso. Na segunda a Matilde estava doente. Na terça, clausura e nem fomos ver o Carnaval. a Mariana ainda se mascarou mas a Matilde não quis. Saímos só para ir a casa da minha mãe.
Outro exame a meio da semana que era suposto ser às 9.30. Às 14 horas ainda eu esperava, cheia de fome e nervos. Deveria começar a trabalhar a uma hora e meia de distância às 14. Fui comendo restos de açúcar que tinha no bolso de um qualquer pacote que se tinha rompido. Não podia sair dalí nem para comer. Fiz o exame que "não acertou tudo, mas como tem muito boas noções de XXXX (o assunto do exame) vai ter 1X (a nota do costume). ao menos isso. Com tantos nervos, ainda bloqueei e não acertei tudo. Porque terá sido?
Fui a voar para o trabalho, visto que tinha uma pessoa que ia de táxi desde a sertã às 15 horas. Só esperou um bocadinho. A tarde decorreu mais ou menos normalmente.
Na sexta de manhã, soube que a minha mãe tinha ido para o hospital nessa madrugada (a minha irmã viu-me tão cansada que só me disse no dia seguinte). Fui lá ao hospital falar com os médicos e parti para Coimbra para trabalhar. Ela estava apenas em observação. Estava cansada mas bem. Quando cheguei de Coimbra fui lá e o médico disse-me que ela teria alta daí a umas 3 horas. Estava bem. Fomos ao CPM. Ligaram para a irmos buscar ao hospital. Quando chego lá, que ela estva na pequena cirurgia. Pensei que se tinham enganado. afinal não. tinha-na deixado cair da maca. Que fizera um golpe que tinha que ser suturado, na cabeça. Quando cheguei ao pé dela estava muito confusa. Cheia de sangue. Falei com o médico. Que era da queda. Foi uma confusão.
Nem sequer queriam registar a queda. Que tinha sido depois da alta. Pelo bem dela e da minha sanidade mental, decidi assumir o risco de a trazer mesmo assim. Sem equilíbrio para andar. Confusa. Cansada.
Eram 4 da manhã quando chegámos a casa. No dia seguinte nem queria acreditar quando o despertador tocou às 8 para eu ir trabalhar (Sábado). Tinha que estudar à tardinha mas decidi ir dormir. Olhei para o espelho e vi uma pessoa que parecia desenterrada. Olhar fixo, morto, esbugalhado. Era melhor descansar. Assim, fiz. A mamã foi melhorando, mas ainda muito sonolenta. Toda negra, com um hematoma maior que a orelha na cabeça e um golpe gigante no couro cabeludo.
No domingo estive a tentar estudar as mais de 1200 páginas que devia saber de trás para frente, hoje no exame. E tirar fotos para um trabalho da Mariana. E tantas outras coisas. Dormi mal esta noite, com a miúda atracada à mama. Acordei cedo rumo a Lisboa. Fiz o exame que deve estar passado. Sem a nota do costume, que também não sou assim tão ambiciosa. Fui para fazer uma preparação para um exame prático como estava combinado e fui literalmente mal tratada pela prof. Como se não tivesse sido ela a sugerir o esquema. Muitos nervos. Muitos lances de escadas subidas e descidas, muita falta de açúcar (os nervos dão-me para isto) e algumas lágrimas. Faço tanto esforço todos os dias. Para ser humilhada só porque ela estava mal disposta. A falta de respeito devia ser punida. Fiz a preparação, ainda na incerteza do que vai acontecer. Saí de Lisboa noite escura com um temporal e filas. Cheguei bem. Mais descansada mas exageradamente cansada. Seis braços à minha espera. Calor de um amor que me move para não desistir. Quando estou muito para além do meu limite. Amanhã é outro dia. Onze horas de trabalho devem dar para repôr energias. Entretanto há mais para estudar também. E tanto trabalho atrasado. Sempre a queixar-me, é o que é...

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segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Não é que alguma vez me vá esquecer, mas... (1º internamento e espero que último...)

Esta noite teve muita tosse. Notava-lhe também alguma dificuldade respiratória. Ventilan. Melhorou mas não passou a minha aflição. Bem acordada, relembrei aqueles dias. No internamento. Quando fui levar a Mariana à escola e fui com ela directamente ao SAP. Costumo ligar para o saúde 24. Não havia tempo. Nem era preciso auscultá-la para perceber que havia roncos em tudo quanto era pulmão. Esperei pouco para sermos chamadas. O suficiente para entrar uma mãe duma amiguinha do infantário que trabalha lá e ir mimá-la. Logo à entrada da consulta, a típica simpatia da médica que nos atendeu. A tirar as conclusões dela, à maneira dela. Expliquei bem que ela andava desde há umas três semanas ora melhor, ora pior. Que tinha dias em que estava bem. Que apenas tinha tido dificuldade respiratória desde o dia anterior mas tinha melhorado com o Ventilan. Mas que de manhã estava a piorar e que o Ventilan parecia não estar a resultar. Descrevi todos os sintomas detalhada e cronologicamente. Queria lá saber se a médica queria embirrar e dizer que ela estava com aquele dificuldade respiratória há 3 semanas. Era a interpretação dela. Eu bem sabia que a minha menina não estava bem e só queria que lhe fizessem a oximetria para me descansar (ou não). Finalmente percebeu e começou a consulta de novo. Com outra simpatia. Explicou-me que devia ter ido directamente ao hospital (e quando vou, alguém diz que devo ir sempre ao Centro de Saúde, mas enfim...)
Fui a "correr" com ela e com a carta. Quinze longos minutos. Não havia estacionamento. Estacionei demasiado longe. Aflita com ela ao colo e um saco com o Ventilan e aerochamber, fraldas, roupa, comida, brinquedos e afins. Como se um sexto sentido me dissesse que íamos precisar de tudo aquilo. Ela aflita, mas sempre com a Kitty, um cão e um bebé na mão. Eu aflita de esforço (de carregar aquilo tudo) e nervos. Sem telefone. Avariado, sem bateria. Um novo, ainda sem bateria também...
Chegámos, entreguei a carta da médica e ao fim de 20 minutos de comunhão de germéns com "dezenas" de crianças que lá estavam, levantei-me e fui perguntar se demorava ainda muito. Estava aflita, ela. que havia um problema com o computador e o nome dela podia até nem estar. Ia ver. Começam a chamar-nos. Entramos e a enfermeira e a estagiária que nos atendem, cairam do céu. Doces, calmas, eficazes. Que nem era preciso auscultá-la (mas fizeram-no, claro). Noventa e cinco de oximetria. 37,7º C. Ben-u-ron. assim que ouve essa palavra, começa a berrar:
-"Cocó mau, não. Não mamã."
Começa a admiração das enfermeiras (que ainda não tinham visto nada). Uma delas vem ajudar-me. Pulseira laranja (uma estreia, que dispensava) e ela a tentar arrancá-la. Disseram-nos que não fossemos lá para fora. Que esperassemos nas cadeiras dos meninos mais urgentes, que entraríamos de seguida. Só tive tempo de lhe arrancar a pulseira (que ela não parava de gritar que não a queria) e dar-lhe mama (entretanto era a hora que ela costuma almoçar na escola). Sentença: 3 máscaras de salbutamol e rosilan (onde é que eu já tinha visto aquele filme...). Perguntei se havia mais algum relógio na sala de espera, que aqule estava avariado. Disseram-me que visse as horas no telemóvel. Mas eu não tinha. Começo a imaginar: ela aos gritos, a fugir, três (máscaras) de tortura. Sempre a perguntar as horas para ver se já tinham passado os 20 minutos... Mas não. Nas máscaras esteve sempre sentadinha no meu colo. Meia prostrada mas atenta à história que lhe lia. Ia falando, fazendo perguntas e apontando. E havia outro relógio no lado de obstetrícia (era só levantar-me e ir espreitar). Depois da primeira máscara pergunto se não lhe dão o Rosilan e ninguém sabia de nada. O computador não funcionava. Andavam com papelinhos a perguntar o nome às pessoas. Mas que esperasse. Até que me perguntam se ela toma bem remédios. Claro que sim. Temos que fingir sempre que lhe damos também, todos os dias quando a Mariana os toma. E quando são os dela, pede sempre mais "umédio". Preparam o medicamento e eu digo que posso dar-lhe numa colher como costume. Que não é necessário seringa, que ela toma tudo bem. Mas ainda vou a tempo de perguntar se não lhe adicionam nada. Aquele é veneno. Quando a Mariana o tomou lá, acrescentaram chocolate. Que ela é pequena mas que lhe podem pôr groselha. E dar-lhe um chupa-chupa (Hello, ela tinha 18 meses, mas pronto, sempre dava para brincar...). O que quiserem desde que ela continue fã dos "umédios". Nada de lhe mostrarem que há "umédios" horríveis. Claro que para me contrariar começou a dizer que não queria e foi difícil dar-lho. E eu sempre com ela ao colo, saí e tentei ligar ao Pedro dum telefone de moedas. Atendeu uma colega, que ele estava ao telefone, não podia atender. Expliquei-lhe em breves segundos que estava no hospital com a Matilde e que lhe queria apenas pedir que ele passasse por lá à hora de almoço. Que não tinha mais moedas. Ela disse-lhe para ele atender que era mais ou menos urgente e ele atendeu-me com 3 pedras na mão. Depois lá percebeu a urgência. Saí de lá a chorar. Percebi que as máscaras não estavam a resultar. Nervos. Cansaço. Não tinha dormido nada e estava exausta. Ela olhou para a lágrima que teimava em correr e dizia-me:
-" Não chóia mamã. Páia." (Não chora mamã. Pára)
Eu lá lhe tentei mostrar que não estava a chorar. O Pedro chegou e fomos tentar dar-lhe comida no restaurante do hospital, que ela tinha passado a noite e a manhã toda a mamar. Deu o showzinho da fama dela. Pôs "toda a gente" a olhar para ela e a sorrir. Estava eléctrica. Mas não comeu nada. Só queria água e (o meu) colo. Fizemos a última máscara e esperámos. Esperámos. Esperámos. Ninguém nos chamava. Decidi entrar e perguntar. Explicar que estava cansada porque ela de 5 em 5 minutos queria mama e se podíamos ir para casa para ela descansar (só queria colo). (E mesmo assim, a certa altura desisti de andar coma tralha toda atrás, bonecos, sacos e casacos, que já não aguentava a minha coluna). Que tinha que esperar. Que ser mãe exigia sacrifícios (que engraçadinhas, a ensinar a missa ao papa). Eu lá fui pensando que exigia sacrifícios mas não era esperar por médicos que tinham ido almoçar e dormir a sesta. Mas calei-me. Apenas disse que sempre que tinhamos ido lá fazer o mesmo tratamento, nos chamavam no máximo depois de 30 minutos após a última máscara. Que ela estava a ficar incontrolável com a espera (tinha fome e precisava de dormir). E aqui já eu tinha perdido a esperança de ainda conseguir ir a Lisboa tratar de uns assuntos que precisava mesmo de tratar nesse dia. Ela não estava bem o suficiente para eu a deixar com alguém.
Entretanto a médica chamou-nos. Auscultou-a. Eu já tinha reparado que ela ainda não estava mesmo bem, mas como costumam mandar para casa e ir vigiando, nunca me passou pela cabeça o que a médica diria a seguir.
-" Esta rapariga não está nada bem. Vai fazer mais 3 máscaras. Aguarda pelo menos uma hora e volta depois."
Pensei em ir ter com o Pedro para lhe dizer, mas só a ideia de a pôr e tirar do carro várias vezes, fez-me mudar de planos. Já tinha os braços cansados. Estávamos já a entrar pela tarde e desde o início da noite que a tinha nos meus braços. Subi até ao carro e ficámos lá a brincar. Mudei-lhe a fralda, tentei dar-lhe um iogurte (tive que o comer eu) e fomos brincando. Descansei uns minutos os braços e passado uma hora e pouco fui novamente para o hospital para ela fazer as outras três máscaras. Com moedas restantes do almoço liguei ao Pedro a dizer para ele passar lá assim que saísse do trabalho.
Fez mais três e embora estivesse sempre mais ou menos sossegada, na última já tive que andar atrás dela com a máscara. Quando entrou a enfermeira estava eu de joelhos a segurar-lhe a máscara até onde o fio esticava. Começava a fase da electricidade novamente...
(Continua)

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segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Recadinho à tia I. (2)

A Mariana, a Matilde, a Patrícia e o Pedro gostam muito de ti (mesmo que tenhas cozinhado o nosso peixinho preferido quando estávamos no hospital). E já agora, deixa de ser invejosa e querer ir sempre para o hospital quando nós vamos também (ao menos tivesses aproveitado a boleia para cá). Rápidas melhoras, que tens muito para fazer por nós. Adoramos-te.

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quinta-feira, janeiro 28, 2010

Do resultado do internamento

Dormir estendida numa cama, abraçadinha à minha pequenina, é um luxo. Dormir naquele cadeirão deixou-me a coluna feita num oito.

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terça-feira, janeiro 26, 2010

Daqui

Supostamente viria aqui explicar porque é que há 18 meses e meio que não tinha o quarto só para mim e para o Pedro. Explicaria que finalmente este fim de semana tínhamos ido só os dois ficar a um hotel, com o programa Cupido gourmet, up grade para a suite nupcial. Supostamente acrescentaria que tinha sido um presente de Natal. Que tinha uma bela decoração, uma vista fantástica, iguarias deliciosas, banhos de espuma irrepetíveis e uma companhia fabulosa. Supostamente acrescentaria que a Mariana tinha ficado com a mana Vera, e a Matilde (pela primeira vez) com a mana Rita.
Só supostamente escreveria um post tão leve. Porque no dia seguinte a Matilde ficou com uma dificuldade respiratória que nos levou a ficar hospedadas neste "maravilhoso hotel" onde nos encontramos. Segunda feira, pouco depois das 9 da manhã entrámos no SAP e fomos imedietamente enviadas para o Hospital. Depois de intermináveis horas de colinhos e "máscaras", "estamos" internadas. A minha pequenina está doentinha e o meu coração está pequenino.

Adenda- SCAS, nós fomos mesmo passar o dito fim de semana, só que eu é que não me sinto em condições para escrever um post leve sobre ele.

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segunda-feira, janeiro 18, 2010

Doenças (mais uma vez)

Depois do dia 11 de Dezembro, em que me queixava que a Matilde estava novamente doente, já teve de tomar antibiótico novamente. Três no espaço de 1 mês e meio. Depois disso, já esteve a semana passada com tosse durante 3 dias. Ontem, (e depois de uns dias com o nariz a pingar) teve 38ºC de temperatura. Também estava com tosse mas hoje já estava um pouco melhor.

A Mariana desde que está a tomar a medicação para a asma tem estado bem. Ou melhor, esteve bem até esta semana. Já tivemos que "reactivar" o Ventilan à noite quando se deita, três dias. O último foi ontem. Ela ia dormir com a minha irmã Vera, lá em casa. Estavam felizes, as duas. A Mariana começou com um ataque de tosse, que o Pedro teve que ir buscá-la. Ela super triste só perguntava porque é que tinha que ter tosse. Muitas vezes também me costuma perguntar porque tem que tomar a medicação se não tem tosse. Lá lhe explico que é para prevenir e ela pergunta-me porque é que a mana não toma.
Ontem fiquei triste. Sabia que alguma vez a doença iria impedi-la de alguma coisa. Foi ontem. E parece que ela ainda não compreende que a doença vai acompanhá-la e algumas vezes alterar-lhe hábitos e desejos. Eu também ainda não estou mentalizada. Ninguém está preparado para doenças. E eu queria tanto que não fosse assim.(Mas claro que sei que há doenças mil vezes piores e que do mal o menos...)

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sexta-feira, dezembro 11, 2009

Duro

As pessoas olham para nós enquanto nos ouvem falar das doenças dos nossos filhos, do cansaço do trabalho, das dificuldades dos cursos e nem imaginam o que mais se pode estar a passar nas nossas vidas. Acordar de manhã, ir estudar, trabalhar, e continuar rotinas, depois de certas provações pode ser muito duro. Estes dias têm sido muito duros.

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sexta-feira, dezembro 04, 2009

Porque a pequena também tem direito

Depois da noite de 12 para 13 de Novembro, voltou a ter febre à tardinha. Começou a subir até aos 39,5ºC e foi difícil baixá-la. No dia seguinte tivémos um baptizado (da priminha M.) e ela esteve sub-febril e muito murchinha. No domingo estava um pouco melhor, mas à noite chorou muito porque eu não lhe quis dar mais mama, e ela esteve com uns roncos horríveis. Passei a noite a auscultá-la e ainda cheguei a ligar para a Saúde 24. Disseram-me que devia ir ao hospital num prazo de 4 horas. Mas eu fiz-lhe o Ventilan e fui gerindo a situação . Na segunda estava bem. Na Terça-feira teve tosse na escola depois de se levantar da sesta. Fizeram-lhe o Ventilan e ficou bem.
Na quarta-feira, o mesmo. Em casa esteve sempre bem. Na quinta-feira ligaram-me a dizer que já lhe tinham feito o Ventilan de manhã à tarde. Que estava com dificuldade em respirar. A minha irmã foi buscá-la. Estava prostrada e sub-febril. Depois de a auscultar, percebi que não era dificuldade em respirar, mas sim, a expectoração que a incomodava. Começou a ter febre, uma semana depois de ter tido. Liguei para a saúde 24 (sou uma cliente assídua) e lá fomos ao hospital. Era uma otite e veio de lá com o segundo antibiótico, 15 dias depois (vá lá, que não era igual). O médico que a atendeu, era o mesmo que tinha atendido a Mariana e ficou a olhar para mim, tipo:"Eu conheço-te". Era um bocado estranho, ele.
Ficou logo melhor. Passados 2 ou 3 dias parecia outra (e eu noto logo quando já quer comer e nunca chora).
Há uns dias começou com ranhito verde e hoje quando acordou tossiu uma ou duas vezes. Já chega de vírus e bactérias cá por casa, ok?

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O maior susto

Depois da crise que teve dia 13 de Novembro, a Mariana ficou melhor. Andou um ou dois dias até recuperar totalmente, como costume. Passou essa semana, e na semana seguinte teve tosse um ou dois dias em momentos isolados, mas nada de especial. Na sexta-feira (27), veio com tosse da escola. Fomos a um aniversário à noite e ela esteve sempre com aquela tosse irritativa. De repente começou com uma tosse funda, estridente. Auscultei-a e estava péssima. Fomos directamente ao hospital, que estávamos perto e nem liguei para a linha saúde 24, como costumo fazer. Não havia tempo. Fizeram-lhe o Salbutamol. O turno médico mudou entretanto, e quem a observou depois, foi uma pediatra nova e muito competente. Auscultou-a entre cada "máscara" e estava super atenta. Como a situação estava complicada, fez-lhe adrenalina também. Apanhei o susto maior, desde que sou mãe. Viemos para casa já de madrugada, com a Mariana medicada com o Rosilan novamente e com uma consulta de asma marcada. Pela médica que embora seja ainda nova, não se preocupou de passar "por cima" da opinião da pediatra da minha filha. Durante a madrugada, eu nem conseguia adormecer tal era o estado de nervos. Ela ainda não estava nada bem mas precisava de descansar. Dormiu mal também. Connosco, para estarmos sempre alerta. No Domingo à noite, quem a visse não diria que tinha tido aquela crise. Ficou bem. Na segunda de manhã marquei uma consulta com uma pneumologista, que por sorte (de alguém ter desmarcado), consegui nesse mesmo dia.

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