segunda-feira, junho 28, 2010

Matildinha

Tem a mania de se esfregar com cremes e afins. E de se riscanhar toda. Tudo o que seja disparate é com ela. E tem imaginação fértil nessa área. Não nos podemos distrair nem um segundo, com tamanha peste.
Hoje após o jantar, aparece-nos com os cabelos todos molhados:
-" Então Matilde, o que foi isso?"
-" Tou tão xira mamã."

Com as calças de pijama da irmã, vestidas:
-" Mamã, os meus pés tão xeconidos. Faz eles apaiexer."

-" Bais dúmie (dormir) discáuxa, mamã?

O Pedro chamou-lhe a atenção de qualquer coisa:
-" Num gosto do papá."
Começa cedo.

-"Oh Matilde és tão reguila."
-" Não é nada. Tu é que éx reguiua, mamã."

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domingo, junho 20, 2010

Delas

A mais velha vai contando os dias que faltam para o aniversário:
-" Hoje é dia 19, sábado."
-" Como é que sabes, Mariana?"
-" Olha, então a X. ontem escreveu no quadro Sexta-feira, dia 18... Faltam dia vinte, um dia. Dia vinte e um, dois dias, dia blá blá blá..."
Já há uns tempos que pede de presente um relógio. Perguntei-lhe o que gostaria de receber mais.
-" Roupa, cuequinhas, livros e molas com brilhantes."

A mais pequena não pára. Está melhor e amanhã já vai à escola. Tão reguila, tão sabida.
Como ficou em casa da minha mãe esta semana, a D. I. é que lhe dava a comida.
-" Se não comes Matilde, dou a tua comida a esta boneca."
-" Num dás náda. Eua (ela) não tem boca."
Tem sempre resposta. Vai buscar expressões não sei bem aonde. A irmã é sempre a culpada dos disparates dela. Continua linda, o raio da miúda.

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quarta-feira, junho 16, 2010

Mais aliviada

Estamos em casa desde ontem. A Matildinha está a recuperar bem.

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domingo, junho 13, 2010

Tudo isto para dizer que preciso mesmo de descansar

Na Terça dia 2 estive a fazer um trabalho até às 3 da manhã. Dormi pouco. Na noite seguinte, como seria feriado na Quinta, aproveitámos para sair, mas ao fim da noite comecei a sentir-me mal disposta. Para mais, a Matilde teve febre, dormi pouco e mal. Na Quinta-feira tive um grande stress e foi um dia difícil. Na Sexta comecei a sentir-me sem forças, muito cansada, sonolenta e meia baralhada. Com dores de estômago também. No Sábado não estava melhor. Fui ao SAP. Mandaram-me para o hospital. Fiquei lá 2 horas sentada à espera mas como não aguentava nem o peso da cabeça, deram-me uma maca. Teria chegado o meu estado, mas passado algum tempo, lá deitada à espera e cheia de dores, o Pedro ligou-me porque a minha mãe tinha caído e estava a dar entrada lá no hospital também. Ouvi o nome dela na triagem e a muito custo levantei-me para ir dar informações clínicas dela. Por sorte o bombeiro que a transportara até ao hospital, antigamente era da nossa freguesia e conhecia-a bem. Aliás, foi o mesmo que a tinha levado há 13 anos. Vi que ela estava " em boas mãos" e fui deitar-me novamente. Deram-me medicação e soro. Fiz exames e várias horas e peripécias depois, estava a levantar a minha mãe, porque ambas tínhamos alta. Claro que me "caiu redonda" nos braços (e mais uma vez, cairia no chão, se eu não estivesse lá). Ela trouxe o acrómio partido, uma dor na perna e o braço tão negro que parece apodrecido. Eu trouxe medicação e exames para fazer. O domingo acabou por ser um dia calmo, dadas as circunstâncias. E eu que tinha reservado esses 4 dias para descansar e por isso tinha "carregado" mais a semana seguinte, em trabalho. Para variar, planos furados. Durante a semana fui melhorando das dores e do cansaço. Na segunda, o nosso aniversário de casamento que teve tantos contratempos que passámos a noite a rir (tipo pior era impossível, não fosse a companhia ser do melhor ;) ). Quarta-feira foi um dia duro porque fui a Lisboa de manhã e depois ainda fui trabalhar para dois locais diferentes a mais de 50 kms de distância entre eles. Acabei cansada, mas supostamente descansaria no dia seguinte. Pois, mas a pequena começou com tosse nessa noite. Continuou no dia seguinte e na sexta teve febre. Depois de almoço, ela estava a dormir a sesta e começou a ficar vermelha e com tremores. 39,9ºC que não cediam a nada. Apanhei um susto valente. Depois ficou sub-febril até ao dia seguinte. Aguentou-se melhor durante o dia. Como tínhamos ido ao Alentejo trabalhar, ela foi connosco. Na viagem para cá tivemos que parar imensas vezes, que ela já não estava bem. À noite, voltou aos 39.9ºC e com uma respiração medonha. Depois de um telefonema para o saúde 24 fomos enviados a um centro médico, onde ficou internada. Mais uns sustos depois, adormeceu. E eu passei a noite em branco, com os valores do oxímetro a atormentar-me. Hoje ao longo do dia foi melhorando mas foi difícil adormecê-la. Está agitada.
Tudo isto para dizer que preciso mesmo de descansar (e já agora de umas bruxas...)

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quinta-feira, junho 10, 2010

Da pequenita...

A saltar na cama:
-" Eta cama não páia (pára) quieta".

Enquanto me puxa um atilho do pijama:
-" Olha, a puxada."
(Mais uma a inventar palavras...)

Com um ar de sábia:
" Tinta e quato, tinta e xinco, tinta e nobe,...

"Conta exta históia, papá. Xá lemos exta. Não fexa o uibo."

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terça-feira, junho 08, 2010

23 meses

Tão peste e tão linda, ao mesmo tempo...

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