terça-feira, abril 29, 2008

Digno de registo

A minha filha ontem pediu-me desculpa depois de eu a ter repreendido. E por iniciativa dela.
(Uau. Mas... a minha filha deve estar doente...)

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segunda-feira, abril 28, 2008

Protecção de menores

Ontem o pai cá de casa teve uma vontade repentina de ir ao McDonald`s jantar (que é como quem diz, buscar jantar) e como aquela comida já é suficientemente má (não aprecio hamburgueres), trouxemos só o hamburguer, o filete e os nuggets e fizemos massa para acompanhar (ao menos sempre nos livrámos daquelas batatas...). Comemos também sopa e fruta (para disfarçar a comida de plástico).
Hoje ela chega ao pé de mim com um ar de menina bem comportada, com a cabecita de lado e voz de mimo (ok, nem precisava de a ouvir para saber que estava a pedir-me algo) :
- "Quero aquilo..."
- "O quê, filha?" (Eu não sabia que tinham sobrado nuggets, porque jantei deitada...)
Levou-me até lá. Nem queria acreditar. Fritos com leite (Oh my God...) mas dei-lhe. Disse-lhe que não havia mais e ela veio fazer-me uma festa na cara para ver se pegava (socorro, estou a criar um monstro). O que vale é que (ainda) se convence bem...

(Ok, agora é que a protecção de menores vem cá a casa. Depois da falta de atenção, que já passou felizmente, agora fritos do Mc ao pequeno almoço)

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quinta-feira, abril 24, 2008

Desenhos- evolução

A Mariana desde há duas semanas que (quase) consegue desenhar uma bola (quase) perfeita. Só fazia riscos e agora já consegue desenhar balões e caras. Fiquei admirada como é que num dia só fazem riscos e no dia a seguir já têm destreza para desenhos mais complexos (claro que a maior parte das vezes os desenhos ainda são riscos...)

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Acordou sem dor ou...

A minha filha acabou de acordar e já não se queixou da falta de atenção. Acordou sem aquele problema psicológico ou pelo menos não se queixou. Já estou mais descansada.

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quarta-feira, abril 23, 2008

Conclusão

A Mariana está bem e eu que não queria incomodar o meu médico de família tive que acabar por fazê-lo.
Ele descalçou-a, palpou o pé, fez-lhe os movimentos e ainda veio cá fora para a ver se ela estava andar bem. Disse-me para estar atenta e se notasse alguma coisa diferente que lhe dissesse. Que lhe parecia estar bem.
Estivemos a pensar e chegámos à conclusão que talvez tivesse sido dos saltinhos ontem quando no infantário lhe deram um balão. O balão trazia um chupa na ponta mas quando o tirávamos, o balão subia e ela saltava para o apanhar. Deve ter posto mal o pé ou então acordou com ele dormente e sentia impressão. Ou a própria escoriação no joelho. Alguma coisa foi. E com ossos e crescimento não se brinca (ou qualquer outra coisa que tenha a ver com a saúde dos nossos filhos).
Tem estado bem mas às vezes ainda diz que tem dói-dói.
Eu é que não fiquei muito bem. Obrigada Xana pelo apoio e por me ouvires. Logo hoje que também não estás nos melhores dias (ainda não tinha ido ao teu blog...).

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Surrealismo em pleno dia (até podia ter sido ou sonho ou pesadelo mas não foi)

Pois o que me aconteceu hoje, podia até ter sido tirado de um filme. Se me contassem, teria dificuldade em acreditar que fosse mesmo assim. Mas foi.
Acordei tarde (10.00 h) e esperei que a Mariana acordasse. Acordou a chorar e agarrada à perna, a dizer que lhe doía o joelho. Espreitei e vi uma escoriação recente e mais nada de especial. Pensei que talvez fosse a perna dormente. Não liguei, mas a verdade é que não parou de se queixar. Não queria levantar-se e eu para averiguar se ela tinha mesmo a dor disse-lhe que a deixava comer um ovinho da Páscoa. Levantou-se logo mas assim que pôs o pé no chão, chorou. Começou a queixar-se da perna e não assentava bem o pé no chão. Encolhia também os dedos e esfregava a perna.
Deixei passar mais um bocado e ela continuava assim. Não queria sequer que lhe tocasse. Como não tinha carro era suposto a D. I. me ir buscar, liguei-lhe a pedir ajuda. Ela confirmou que ela estava muito queixosa daquela perna/pé.
Decidi ligar para o saúde 24 para não estar a chatear o meu médico de família. A pediatra só está de tarde (e nem sabia se hoje estaria) e não queria mandá-la para o infantário assim. E pensei logo que se ligasse para a Saúde 24 e tivéssemos que ir a algum médico, mandariam um fax antes, o que tornaria tudo mais rápido.
Liguei e depois das 530 perguntas normais, entre as quais qual era a perna que lhe doía (respondi esquerda e a Mariana é que me disse que era a direita. Oh my God, a minha filha sabe a direita e a esquerda melhor que eu...), a enfermeira disse-me que não tinha sistema e que entraria em contacto comigo uns minutos mais tarde.
Depois de muito esperar lá ligou (ainda me perguntou se lhe podia perguntar à Mariana se tinha o pé dormente ou se sentia formigueiro. What? Ela tem 2 anos...). Perguntou-me também 10 vezes se sabia onde tinha feito a escoriação do joelho. Respondi-lhe outras tantas que não sabia porque não tinha dado por nada. Que a escoriação era tão pequena que se ela não se tivesse queixado daquela perna nem teria ligado.
Foi muito atenciosa e decidiu enviar-me para o SAP mais próximo que não é onde temos o médico de família.
Chegámos antes do fax e depois chegou a mana Rita, para tomar o lugar da D. I.. Algum tempo depois, lá consegui fazer a inscrição (que a sra do atendimento não parava lá muito tempo). Entretanto nunca mais me disseram nada do fax e decidi perguntar se já tinha chegado. Já, mas estava debaixo de um monte de papéis.
Muito tempo depois (já a Mariana tinha cantado, gritado e esfregado o chão) decidi, porque já não aguentava as dores, ir perguntar pela senhora do atendimento, que tinha saído há muito, para ver se ainda demorava. Estava disposta a pegar no fax e ir a outro lado. Lá nos mandaram entrar.
É aqui que começa o filme.
O médico sem quê nem para quê, começa a perguntar-me se sei que só pelo facto de ter ligado para o Saúde 24, a consulta iria custar aos contribuintes 300 euros. Que "aquilo tem directores e sub-directores e que temos que pagar a todos". Que eles ganham 300 euros com aquela consulta e ele zero (daqui devia ter depreendido que o sr. devia ser voluntário. Para não ganhar nada...).
Na minha inocência ainda lhe disse que não era eu que tinha a culpa disso.
Continuou com essa dos 300 euros e mais umas barbaridades. Que nem sabia se o que eu tinha dito ao telefone era o que estava no fax. E começou a ler o fax em tom irónico. E a dizer que tinha aprendido na faculdade (e eu já a duvidar que ele alguma vez lá tivesse andado), que a medicina se fazia com os 5 sentidos: visão, olfacto, ... ( e aqui já eu estava a pensar se lhe dizia que também tinha andado numa dessas faculdades, se calhar até a mesma, mas pelo menos me tinham ensinado a ser educada) e que não era por fax. Calei-me.
Pediu que deitássemos a Mariana e ela que até estava caladinha começou a berrar. Ela detesta ir ao médico e em casa já tinha dito que tinha medo. Eu lá lhe expliquei que não tinha que ter medo e porquê. Parece que não valeu a pena. A minha irmã deitou-a e eu fui tentar acalmá-la enquanto ela gritava por mim e esperneava. O médico não a descalçou, não lhe palpou o pé, nem nada. Disse-me apenas que ela tinha força na perna (porque esperneou) que estava tudo bem (afinal onde estão os 5 sentidos?)
Eu ainda lhe disse que era mais quando apoiava o pé no chão. Começou naquela irritante voz monocórdica a dizer que o que ela tinha era falta de atenção. Que era apenas para chamar a atenção porque estava com um problema psicológico por não lhe darmos atenção. A minha irmã passou-se logo e começou a dizer que se ia embora. Que íamos ao médico de família. Pedi -lhe que saísse porque estava mesmo interessada em ouvir o resto do diagnóstico. Ainda disse mais umas barbaridades no seguimento desta mas eu disse "Bom dia e obrigada" e ele calou-se.
Nem queria acreditar que tinha ouvido aquilo. Que ele, pelo tom de pele da cara da minha filha (sim porque ele não viu mais nada a não ser o tom de pele da cara, só estava preocupado com os 300 euros), decidiu ali na hora que o diagnóstico eram problemas psicológicos. Aos 2 anos. Numa miúda que se esfarrapa toda e nunca se queixa. Numa miúda que é descrita por todos como feliz e bem disposta. Que canta a toda a hora. Que sorri por tudo e por nada.
Acusou-me de não lhe dar atenção. Só pode não me conhecer.
Pedi o nome do médico na recepção porque quero fazer queixa. Nem sou muito dessas coisas. Mas ele passou todos os limites. Ficaram reticentes em dar-me o nome dele. Lá deram.
Mas a prioridae era sair dali e ver o que se passava com a minha filha. Foi o que fizemos, por entre lágrimas e dores. Não conseguia acreditar que tinha ouvido aqueles disparates todos. Chorei todo o dia como há muito tempo não o fazia. Ainda não estou recomposta.
Não consigo compreender estas pessoas. Talvez veja o mundo de uma forma diferente das outras pessoas, mas a mim apetece-me chamar-lhe a "insignificante bestinha".

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Que manhã

Surreal é pouco para descrever o que tive que ouvir hoje de manhã por causa duma dor da Mariana. Já almoçámos e estamos em casa (da minha mãe) a descansar. A Mariana está bem (obrigada Xana) e a Matilde penso que também, tendo em conta os deliciosos movimentos (nunca pára esta miúda). Depois daqueles nervos todos, estou mais calma mas ainda com uma vontade de chorar que acho que tenho que deitar tudo cá para fora. Vamos dormir a sesta as três até o papá Pedro sair do trabalho e vir buscar-nos. Até logo.

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segunda-feira, abril 21, 2008

Do sono da Mariana

A Mariana hoje acordou às 10.45 h e pediu-me:
"Mamã, deixa-me dumir mais um bocadinho".

(E quando é para adormecer eu costumo lembrá-la que no outro dia lhe vai custar levantar, mas ela não liga. O Pedro diz que se ela já é assim agora, pior vai ser quando for adolescente...)

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domingo, abril 13, 2008

Vários

Sexta feira a minha mãe caiu lá nas escadas de casa. As minhas irmãs levaram-na ao hospital mas o Pedro só me disse quando acabei o trabalho, já por volta das 21.40 h. A Mariana deve ter ouvido e quando a fomos levar a casa da minha sogra, para podermos ir ao hospital, ela contou logo que a avó L. tinha caído e tinha um dói-dói.
Moral da história, começar a ter cuidado com o que dizemos à frente dela, porque a conversa até foi de uma forma não muito inteligível para ela. Parece que agora vai começar a contar tudo o que se passa cá em casa. E quando não inventa... Um dia começou a dizer-me que tinha "palholhos" (piolhos). Oh criança, mas por um acaso tu lá fazes ideia do que é isso?

(A minha mãe teve alta 5 horas depois, às 2 da manhã, depois de fazer um Rx e uma TAC, onde felizmente só existia um enorme galo epicraniano. Não ganhei para o susto. E claro que teve lá aquele tempo todo, por causa da má interpretação de um médico de uma informação dada pelas minhas irmãs à entrada. Quando me passaram o relatório para as mãos nem queria acreditar).

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terça-feira, abril 08, 2008

Adolescência antecipada

Constatei nas férias que a minha filha é capaz de cantar durante 8 dias seguidos a toda a hora.
Pior que isso, a minha filha que agora até já nos deixa ouvir música sem ser de criança (começámos a dizer-lhe que as nossas músicas eram tão giras e ela agora quando ouve música assim diz:-"Olha mamã/papá, a música tão gira"), sabe a música das Justgirls com coreografia e tudo (ai priminha Helena, os teus ensinamentos). Já as estou a ver na primeira fila de um concerto qualquer de bandas tipo D`zrt aos pulos e a desmaiarem se o concerto for adiado (tipo aquelas miúdas que nós criticámos). Mãe sofre...

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quinta-feira, abril 03, 2008

Um grande grande susto

Hoje, na piscina. A Mariana que tem medo da água, foi atrás do Pedro e não se apercebeu que havia um degrau. Quando olhei, ela estava mesmo a cair na parte mais funda desse degrau (ela até tinha pé mas como caiu não se conseguiu equilibrar). Eu como vi, só tive tempo de largar a máquina fotográfica, gritar por ajuda ao Pedro que estava mais perto (mas como estava a mergulhar não ouviu), contornar o muro e tirá-la (já ela tinha engolido uma litrada). Foi muito aflitivo para mim e para ela também. Foi ao fundo e tentava vir ao de cima, esperneava e esbracejava, mas não conseguia. Acho que foram os milésimos de segundo mais longos da minha vida. Claro que depois de a ter tirado,só gritava agarrada a mim.
Seguramente que o medo que tinha de água se acentoou e eu não ganhei para o susto. Eu que ainda estava vestida porque achava a água fria, até "tive calor", ao entrar na água. Os Srs do bar nem tiveram tempo de reagir. Só os vi pasmados a olhar para nós.
Depois de uns gritos e de um banhinho quente, acalmou e o dia decorreu na mesma paz do costume. Eu é que não consigo esquecer aquela imagem. Nem deixar de pensar o que podia ter acontecido se não me tivesse apercebido. Acho que a abracei ainda mais e lhe disse mais quinhentas mil vezes do que as que já é costume que a amo muito.

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terça-feira, abril 01, 2008

33 meses

Meiga, simpática, às vezes birrenta e teimosa, linda e feliz. És assim amor, aos 33 meses. E eu amo-te tanto. Parabéns princesa.

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