sábado, maio 07, 2011

Mariana

Continua uma criança meiga, atenta e sensível. Passa muito tempo nos trabalhos manuais a fazer as suas próprias criações e todos os dias faz as contas dos dias que faltam para ir para o primeiro ciclo. Preocupa-se em ajudar os outros. Quer aprender sempre mais e mais. É uma menina doce.

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terça-feira, abril 19, 2011

e nem preciso de dizer mais nada. Isto diz tudo acerca das minhas filhas

A televisão desligou-se sozinha. Primeira reacção da Matilde: gritar. Logo de seguida ouve-se uma voz serena (da Mariana):
-" Tem calma Matilde. Isto às vezes desliga-se."

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terça-feira, abril 12, 2011

Mariana

Estávamos a jogar a um jogo que ela inventou. Ela dizia a primeira sílaba da palavra, dava uma pista e nós adivinhávamos a palavra que ela tinha pensado. Já tínhamos adivinhado algumas, quando ela disse:
-" Ó...
Está ao teu lado."
E nós desde "óculos" a "ovos", dissemos tudo o que nos ocorreu. Até que ela já impaciente:
-" Ó..mu...fa...da. Ómufada."
Eheheh. (O que nós nos rimos. E sim, explicámos-lhe que se diz almofada).

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terça-feira, março 22, 2011

Para não me esquecer

No dia do pai à noite, o Pedro parou o carro na serra e saímos para as meninas apreciarem o perigeu lunar (para os mais distraídos, tem a ver com a lua estar no ponto mais próximo da terra, logo, parecer maior). Ele aproveitou para lhes dizer que pedissem um desejo. Não era suposto partilharem, mas após a Matilde ter dito que queria um boneco, a Mariana lá desabafou o dela também. Não vou revelar aqui porque é um desejo dela, logo é supostamente um segredo.
Mas para quem a conhece não é difícil de adivinhar. Claro que quando não tem a ver com o aniversário (e ela até já escolheu o tema do bolo) só pode ter a ver com a escola. Esta miúda...

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terça-feira, fevereiro 08, 2011

E nem preciso de dizer mais nada. Isto diz tudo acerca das minhas filhas

Há pessoas que têm papeis importantíssimos na nossa vida. Amores, amigos, família. Que nos amparam naqueles dias difíceis, que choram connosco, que nos animam, que riem em sintonia, que aplaudem as nossas conquistas. Tenho tido a sorte de ter uma vida recheada destas pessoas.

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sábado, janeiro 01, 2011

1 de Janeiro

Esta noite faz 10 anos que o Pedro "se atravessou" no meu caminho. Há 10 anos estava numa fase difícil da minha vida e era impossível imaginar como estaria hoje. Tirando ter perdido fisicamente o meu pai, a minha vida é incomparavelmente melhor hoje, do que há 10 anos.

Hoje a minha filha mais velhas faz 5 anos e meio. É uma miúda gira, meiga, responsável, sorridente, tímida e feliz.

Hoje é o primeiro dia do ano 2011.

Só por isto, vale a pena festejar.

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terça-feira, dezembro 21, 2010

Festas de Natal

A semana passada foram as festas das meninas, Terça e Quinta-feira. A Matilde mal a consegui ver, quando estava no palco. Fico à espera do filme (Entretanto pedi se pelo menos podiam juntar as festas no mesmo DVD e parece que vamos ter as festas todas juntas. Lá na escola há 4 festas: a da creche, duas do pré-escolar e uma da primária).
A Mariana no início era para representar um pássaro, que pelos visto era mau. A miúda chorou, que não era má e como tal não queria ser um pássaro mau, e a educadora (que já deve estar habituada à sensibilidade extra da cachopa) fez-lhe a vontade e "transformou-a" em mar. Entrou logo na primeira cena. Vestida de mar e a dançar. Bem, a minha irmã até estava de lágrima no olho, a dizer-me que percebia as avós que ficavam entusiasmadíssimas nas festas . A nossa menina tímida dançou, dançou, dançou. Com uma delicadeza tão dela. Estava tão linda. No final a directora até me veio perguntar se eu não estava orgulhosa dela. Pois não havia de estar. Naquele dia todos me falavam da Mariana. E no dia seguinte ainda andava uma educadora da Matilde a dizer-me que tinham ficado todas de boca aberta a olhar para ela. Confesso que não me surpreendeu só o facto de ela estar tão à vontade. Até foi mais a leveza dela. Completamente deliciada com o que estava a fazer. Ela, que se espreguiça de manhã com movimentos de bailarina.
(E sim, tenho remorsos de cada vez que dizíamos que ela nunca iria para o ballet.)

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sexta-feira, dezembro 10, 2010

Mariana

Está sempre a fazer contas de cabeça:
-" Mamã, dois menos três? Olha, não dá. Só se for três menos dois."
Juro que estive tentada a ensinar-lhe os números negativos. Para ver se deixava de me chatear um bocadinho (e sim, podem chamar a protecção de menores. Nem eles aguentavam esta sede de saber, muito tempo. Devolviam-ma num instante.)

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segunda-feira, dezembro 06, 2010

5 anos da Mariana

Hoje em frente à televisão:
-" Méó. Meo."
A primeira palavra que leu sem ser "Mariana, Matilde, Inês, Sara, Maria, papá, mamã, pai, mãe", porque essas já sabe de cor (escrever e ler). (E os ditongos que também já sabe).
É uma emoção ouvi-la "ler". Se por um lado estou a tentar aproveitar o último ano de liberdade sem trabalhos obrigatórios (porque depois a vida dela nunca mais será a mesma), por outro lado estou ansiosa que vá para a primária. Para ver se deixa de nos chatear. Só quer aprender. Raio da miúda é chata.

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sábado, dezembro 04, 2010

Começa cedo este ano, a saga do aniversário

Todos os anos em Janeiro, quando a menina mais velha da sala da Mariana faz anos, ela começa a contar os dias que faltam para o seu aniversário. Este ano há um menino "novo" na sala, que não foi para a primária porque só fazia anos no final de Novembro. Assim que ele fez os 6 anos, a Mariana começou a falar novamente no aniversário dela (afinal já "só" faltavam 8 meses). E agora todos os dias fala nisso.
Ontem acordou bem disposta e eu achei estranho ser Sexta-feira e ela não "rabujar" por causa da piscina. Até meados deste ano, ela tinha medo da piscina (penso que por causa do que aconteceu em Porto Santo). Depois nas nossas férias de Abril perdeu o medo. No Verão, embora reticente ao início, começou a nadar com braçadeiras. Como pensamos que é importante que aprenda a nadar, iniciou as aulas de natação como actividade extra-curricular, este ano lectivo. Nas primeiras aulas adorou. Depois começou a dizer que não queria ir (mas como era Halloween, pensei que era para ficar a brincar). Na semana a seguir voltou a "fazer fita" e até pensei que era por vergonha do professor (como aconteceu no piano). Lá descobri que era porque lhe tiravam uma braçadeira para ela nadar e a mandavam sem braçadeiras para mergulhar. Mas claro que não a deixámos desistir. Por ela, à primeira dificuldade deixava de ir, tal como queria fazer no piano. Não é que ela não queira ir, só que tem medo. E quando tem medo, tenta desistir.
Nas últimas duas semanas já não disse que não queria ir. Eu a medo perguntei-lhe se estava a gostar. Ela lá me explicou os níveis em que cada um estava e depois começou:
-"A C., o A., o G. (amigos da sala dela) já sabem nadar e a M. (menina um ano mais nova, que ela gosta muito) também já está na piscina à frente da minha."
-" Já sabem nadar, filha? Se calhar foram os pais que ensinaram ou então como já andavam na piscina o ano passado, aprenderam."- disse-lhe eu.
-" Quando chegar à escola vou perguntar ao A., ao G e à C. como é que eles aprenderam e depois quando estiver sentada à espera do autocarro toco no ombro da M. e pergunto-lhe. Blá, blá blá. Blá blá blá... Sabes mamã, eu e mais três meninos conhecemos o papá da M.."
-" Ai sim? Olha, eu também conheço. Quando a mamã diz que vai ao Sr. Dr. à noite, sabes? É o papá da M. que é o Dr. da mamã."
-" Ai é, mamã? Então, se a M. já tem 4 anos e tu conheces o papá dela, ela já pode vir aos meus anos. Assim tens que imprimir 19 convites para eu levar para a escola. Está bem, mamã? E o meu bolo pode ser de letras com o Pai Natal? E podíamos fazer os enfeites com bonecos de neve. Blá blá blá..."
-" Logo se vê, filha. Até lá..."

(Nota 1- Ela faz anos em Julho, e com o calor que deve estar, deve apetecer mesmo ter bonecos de neve na festa.
Nota 2- Os amiguinhos da sala dela são 18 e ela fez logo os cálculos para ter a certeza que eu não me esquecia deles e da M.
Nota 3- Agora até Julho, todas as conversas vão ter ao aniversário dela. Quer crescer à força.)

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segunda-feira, novembro 29, 2010

Da doença da minha menina doce

Fez Sábado um ano que a Mariana teve a pior crise de asma de sempre. E eu apanhei um dos maiores sustos desde que sou mãe. Fez ontem um ano que fomos à consulta de Pneumologia, onde a doença da Mariana passou a ter um nome. Começou nesse mesmo dia a tomar medicação. Que fez até Maio deste ano, interrompendo até Outubro. Este mês recomeçámos novamente porque começou a ter crises. Nunca imaginei que um dia teria uma filha com uma doença crónica, mas dentro do rol de doenças que há, não me queixo. Espero que com a idade as crises vão desaparecendo.

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segunda-feira, novembro 22, 2010

Continua com ideias

A Mariana diz que tem uns amigos na escola que são uns sortudos, porque têm dois irmãos. Ontem voltou a dizer-me que quer outra mana. Uma Maria. E que é a mais velha, que a Matilde será a "média" e a Maria a mais nova. Eu disse-lhe que pedisse ao pai. Ela, muito admirada:
-" Mas tu é que vais ter a outra mana na barriga. Tenho que te pedir a ti. Nos cavalos marinhos o pai é que tem os bebés, mas nas pessoas é a mãe."
-" Oh Mariana mas o papá é que tem que pôr a mana na barriga."
Ainda não tinha acabado de falar e já estava arrependida. Estava mesmo a pedi-las. Mas vá lá. Ela ficou-se por um:
-" A sério mamã? Então é ao contrário dos cavalos marinhos."
(Anda fascinada com os cavalos marinhos. E eu por uns tempos devo estar livre de perguntas para as quais ainda não pensei na resposta. Daqui a uns 5 anos falamos novamente sobre isto, ok? Eheheh.)

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domingo, novembro 07, 2010

Duma rajada só

-" Mamã, porque os senhores fizerem o mundo redondo? E como é que o fizeram?
Mamã, o Jesus dos Portugueses é o mesmo que dos Ingleses?
E onde é que começa o mundo e onde acaba?
Sabes mamã, há muitas línguas. Primeiro é o Português, mas depois há o Inglês, o Espanhol, o Francês e o Japonês. Também há o chinês, não é mamã?"

Uma de cada vez, Mariana. Uma de cada vez...

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5 anos

Ontem, num quadro estavam contas feitas por ela:
4=4=8
5=5=10
10=10=20
3=3=6
Não sei onde aprendeu a esquematizar as contas assim. Expliquei-lhe que no meio dos número não era "igual", mas sim o "mais". Ficou tão feliz.

No outro dia a comer uma bolacha Maria. Tirou o "ia" e veio mostrar-me toda contente, que sabia ler.

Começou a escrever um "M" perfeito. Depois um "a":
-" Mamã, como é que se escreve um "e" manuscrito?"
Começa a fazer, mas como não lhe sai como ela quer, vai fazendo corações e escrevendo Mãe, manuscrito. Depois um "M" e um "P", de mamã Patrícia. Começa a chorar. Não sabe fazer bem o "P" manuscrito. Lá lhe explicámos que tem muito tempo para aprender tudo. Mas não quer esperar. Quer crescer. Quer ir para o primeiro ciclo.
Onde é que eu já vi isto (quem sai aos seus...)?

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segunda-feira, novembro 01, 2010

E por falar em pormenores...

Sempre que a Matilde diz: "Um pequeno pumenóre", a Mariana queixa-se sempre:
"Que é isso mamã? Não percebo nada que esta miúda diz".
Mas giro, giro, é a Mariana a dizer "caramão" e a Matilde um perfeitinho "camarão".

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terça-feira, outubro 26, 2010

Era este o estado do escritório depois de lhes termos virado as costas 30 segundos

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sexta-feira, setembro 17, 2010

Da grandalhona

A tia Rita "sacudiu o pó" à pequena, na fralda, porque ela teimava em bater na avó.
A Mariana:
-" Oh tia, tens de respeitar os mais novos."
Eheheh. Protege sempre a "peste" da irmã.

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quarta-feira, setembro 15, 2010

Das minhas filhas

Como diz a nossa Ianita, a minha filha mais velha tem pergunta para tudo, a mais nova tem resposta para tudo.

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terça-feira, setembro 07, 2010

Da escola

Depois de 2 semanas e meia em casa da avó, voltaram à escola no dia 1 de Setembro.

Na noite anterior a Mariana só me perguntava de se a noite ia demorar muito a passar.
-" Assim, mamã? Vai demorar isto a passar?"- enquanto abria os bracitos e contava até 17. "Vai demorar 17?"
Confidenciou-me que tinha saudades das "purssoras", dos amigos da sala e da Maria e da Sofia da sala A. Que já está tão crescida que já vai para a sala V. Que depois vai para o primeiro ciclo. Tão excitada, que no dia seguinte levantou-se a correr e foi felicíssima. Depois dos abraços e beijos à chegada ficou no mundo dela. Adora a escola.

Dois dias antes, a Matilde andava toda contente a dizer que ia para o S. (sala dela). Na manhã do dia 1 começou a dizer que não ia para a escola. Ficou a chorar agarrada a mim, na posição de coala número 1 e só se calou quando lhe dissemos que podia ficar na sala da irmã. Andou a brincar com ela. O resto do dia esteve bem. Continua a não haver acidentes na escola, sem fralda.
Todos os dias nos dizem que ela fala muito, que diz tudo. Que canta muito, também. Gosta da escola mas fica sempre a chorar.

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segunda-feira, setembro 06, 2010

Como a comunicação social pode ser útil

Agora mesmo, estava a dar uma reportagem sobre canhotos. Claro que dadas as circunstâncias, o tema prendeu-me à Tv. Nunca me passou pela cabeça que a minha filha seria canhota. Achava até que os canhotos eram assim seres estranhos que viviam muito longe de nós. Conhecia muito poucos, que até foram obrigados na escola a usar a mão direita. Daquelas histórias de lhes prenderem a mão esquerda e outras relíquias de tempos passados. E eu até cresci a ouvir dizer que não se devia contrariar os canhotos, visto que tenho em casa uma mãe professora de ensino especial. Que sempre nos ensinou a lidar com todas as diferenças.
Bem, a verdade é que sempre alimentei uma esperança que a miúda começasse a perceber as vantagens da mão direita. Mas com o tempo, a miúda foi tomando a esquerda como a mão principal. Ainda escreve e pinta com as duas. É vê-la a meio duma frase ou pintura, a mudar o lápis de mão. Torna-se divertido até, observá-la. Nas férias escrevemos uns postais e ela assinou uns com a mão direita, outros com a esquerda. À vontade dela, pois claro, que eu sou uma mãe preocupada mas moderna. Eheheh. Mas depois foi lindo escrever no postal qual a mão que ela usou. Na verdade, escreve tão perfeito com uma, como com a outra. Apenas inverte algumas letras, de vez em quando, quando escreve com a esquerda. Corta com a direita, porque já viu que sai mais perfeito e lhe dá mais jeito.
Eu sei escrever com as duas mãos. Na faculdade chegou a ser uma vantagem para mim. Quando tínhamos testes em dias de aulas, eu nunca faltava para estudar. Escrevia com a direita o que os profs diziam. Sublinhava e fazia pequenos apontamentos com a esquerda, ao mesmo tempo. Utilizo a mão esquerda em muito muito mais actividades que a maioria dos dextros. Mas só isso.
E quando vejo canhotos, fico de boca aberta e normalmente aproveito para fazer umas perguntinhas. Eu, maravilhada a olhar para as pessoas como se fossem extraterrestres, a perguntar o que já lhes devem ter perguntado quinhentas mil vezes, mães como eu, noutra década. Sim, porque hoje em dia, devo ser a única pessoa no mundo que repara nos que escrevem com a "outra mão".
Na dita reportagem, falavam em nomes sonantes da nossa sociedade e diziam até que provavelmente os canhotos tinham facilidade de aprendizagem e eram pessoas inteligentes. Não ponho em causa, mas confesso que no início pensava que seria uma desvantagem para ela usar a mão contrária aos comuns dos mortais. Não pelo uso da mão em si, mas por o que isso implica em termos de dominância dos hemisférios cerebrais.
Na reportagem, duas meninas brincavam. Sorriam. Diziam adeus. Com a mão esquerda. Tão diferente. Tão igual.
No fim disto tudo, o que me deixa menos tranquila? É o que costumo responder quando alguém me pergunta porque fico tão inquieta por saber que ela é canhota:
o mundo está todo ao contrário para ela.

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