quarta-feira, dezembro 29, 2010

Recordações

Durante as ditas arrumações encontrei uma agenda minha de 1995/1996. Abri e percebi que durante alguns meses daquele ano tinha escrito não só o meu dia-a-dia, como o que ia sentindo. Comecei a ler. E de repente tudo o que a minha memória tinha apagado, estava ali. Escrito pela minha letra. Descrito ao pormenor. Com datas e sensações. Com nomes e outros pormenores. Tudo.
Uma fase que estava por mim quase esquecida. Fechada à chave.
Há uns tempos, uma pessoa (especial) com uma simples frase rodou a "chave do baú" e trouxe-me à memória momentos que julguei perdidos nos recônditos da minha mente. Falámos sobre tudo o que me lembrava dessa fase. Havia um fio condutor, mas faltavam muitos pormenores demasiado importantes. Que estão ali. Que estiveram sempre ali. Escritos. À espera que estivesse preparada para os relembrar.
Ainda não li tudo, mas amanhã à hora de almoço já tenho encontro marcado com o meu passado. Que é apenas um passado. Que não condicionará o meu presente nem o meu futuro. Mas traz-me à memória o que já fui e que também contribuiu para o que sou hoje.
(E tenho que procurar bem, porque há para lá para casa um saco cheio de "relíquias" destas. Cartas de amor, bilhetinhos e afins, que fui recebendo e outras tantas que fui enviando).

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segunda-feira, novembro 01, 2010

Do dia de ontem

Quando começa o Outono tento mentalizar-me que a chuva e o frio também têm o seu encanto. Adoro o Verão, o pôr-do-sol, os dias longos, as férias, as noites quentes, os banhos de mar e piscina. Quando o calor vai embora fico sempre um pouco melancólica, e para compensar, penso no que gosto desta nova estação. E gosto muito do dia 1 de Novembro. Desde criança. Do cheiro a bolos acabados de cozer em forno a lenha, pelos meus pais, no dia anterior. Que eram distribuídos pelas crianças e adultos. O Pão por Deus. Que memórias.
Este ano decidimos mudar a tradição e fazê-los cá em casa. Estávamos cá todos, os 10. As crianças brincavam e sorrateiramente iam comendo massa ainda crua. A bancada da ilha foi-se enchendo de massa moldada. E do forno saíam os bolinhos e um cheiro impregnado de recordações.

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domingo, março 23, 2008

Ainda hoje fico impressionada


Como é que a Mariana com 19 dias era tão pequenina? (Mesmo assim, como é que teve espaço dentro de mim?)

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