Um dia vou contar-lhe o início da sua história. Os porquês dos choros, da angústia, das noites mal dormidas e agitadas, das crises de ansiedade, quando tudo devia ser diferente. Quando devia ter um sorriso no rosto e paz no espírito.
Um dia vou contar-lhe quem me apoiou, quem me deu o ombro para chorar, quem me mimou.
Um dia quando tudo tiver passado e acabado bem, vou explicar-lhe quem me faltou, quem não me apoiou, quem nunca esteve aqui quando precisava.
Um dia vou explicar-lhe de quem esperava mais. O que realmente queria neste momento.
Um dia, espero que ela perceba que uma palavra, um gesto, um mimo, teria bastado para que tudo fosse diferente, neste início da sua vida.
Um dia, a minha filha Matilde vai perdoar-me as lágrimas. Porque um dia também será mãe, e tal como eu, tentará dar o seu melhor.
Um dia, tudo melhorará.
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