quarta-feira, junho 24, 2009

Há um ano, gravidérrima, a uns dias de receber a princesa pequena

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segunda-feira, julho 28, 2008

Do meu aniversário (dia de início de trabalho de parto) II


Depois da saga "em busca de um bolo de aniversário", fomos para o meu jantar de aniversário. Eu estava feliz, muito feliz. Sabia que a minha menina estava para chegar, fazia anos e eram as últimas horas de grávida. Por volta das 8.30/9 h comecei a sentir as primeiras contracções mais dolorosas. Dissemos à sra do restaurante que a Matilde iria nascer daí a umas horas e ela não acreditou. Dizia que eu estava muito bem. Fartou-se de perguntar se era mesmo verdade. E eu entre as dores e os sorrisos lá ia dizendo que sim. Diverti-me imenso e recebi uns presentes espectaculares. Por volta das 23.30 já as contracções eram mais fortes e com intervalos mais pequenos. Para aí de 10 em 10 minutos. Acho que ninguém acreditava quando eu dizia que ela nasceria entretanto. Eu estava sorridente demais. Feliz. acabou o jantar e ainda combinámos com a mana e com os cunhados irmos andar para Leiria mas depois acabaram por ir todos para casa. Eu e o Pedro era para irmos buscar o carro que estava na Marinha mas eu lembrei-me que com aquelas dores já não conseguia conduzir. Fomos a casa da minha mãe buscar a mana Vera e levar a Mariana a casa da minha sogra para irmos ao hospital avaliar a situação e ponderar a ida para a maternidade em Coimbra. Nessa altura estava com contracções de 2 em 2 minutos mas com dores perfeitamente suportáveis.
Deixámos a Mariana em casa da minha sogra e explicámos-lhe onde íamos. Começou a despedir-se:
-" Vai embora pai, vai buscar a mana."
E lá fomos direitos ao hospital, supostamente para avaliar a situação. Faltavam 3 ou 4 minutos para a meia noite. A minha menina tinha escolhido nascer no dia a seguir ao meu aniversário. Eu era um misto de emoções: feliz por estar a chegar a hora, apreensiva por o que se se passaria a seguir e como. Mas especialmente feliz. Sim, especialmente feliz.
(continua)

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segunda-feira, julho 21, 2008

Do meu aniversário (dia de início de trabalho de parto)

Logo de manhã, enquanto eu tomava banho, a Mariana perguntou-me se podia cantar a canção da mana (que costumávamos cantar à noite). Parecia que adivinhava que seria a última vez que a cantávamos antes da irmã nascer.
Levei-a à escola e ela ficou a chorar. Acalmou-se no colo da educadora. Saí com o coração nas mãos e fui almoçar com a minha mãe e estive também com o meu avô. Passei a casa da minha tia e estive a combinar com ela o jantar do meu aniversário (escolhi o restaurante à "última hora" porque para além de ser segunda feira e estar quase tudo fechado, queria certificar-me que não estaria já no hospital e que não festejariam sem mim). Convidei o resto da família que já estava alerta para a eventualidade de não haver festa. Depois decidi que seria uma boa altura para ir tratar de mim e fui esticar o cabelo (visto que estava sozinha e não tinha nada para fazer, nada melhor que mimar-me). As senhoras lá do cabeleireiro não acreditaram quando lhes disse que a Matilde estava para nascer. Disseram-me que com certeza ela ia ser muito pequenina e que eu só tinha barriga.
Aproveitei para ir comprar duas ou três coisas que faltavam lá em casa para o Pedro não ter que ir às compras na minha ausência. Encontrei uma amiga grávida de 33 semanas que me achou "demasiado feliz" para quem estava para ir ter bebé. Estivemos a conversar bastante tempo. À saída encontrei um primo e nova conversa.
Fui para casa preparar um desenho com balões (que a Mariana adora) e um pequeno texto para colocar na cama da Mariana, para à noite o Pedro lhe ler. Escrevi um também para o Pedro e escondi-o também na nossa cama. Revi todos os pormenores da casa para verificar que ficava tudo pronto para a minha ausência. Sabia que quando regressasse a casa já seria com a Matilde nos braços. Descansei um bocadito e despedi-me da casa. Quando o Pedro chegou até me perguntou se já me estava a despedir. Sorri. Tinha a certeza que sim.
Fomos buscar a Mariana e eu estava radiante. Fomos para consulta e eu só conseguia sorrir. Só que o médico estava atrasado (e eu tinha ligado a confirmar a hora) que comecei a passar-me. Porque tínhamos marcado o jantar do meu aniversário cedo para ter a certeza que ainda festejava.
Por volta das 19.40 lá entrámos e estive a fazer ctg. O coraçãozito dela batia certinho e as contracções não estavam registadas porque mexi-me e aquilo saiu do sítio. Passámos à sala de observação e ele disse-me que o colo estava favorável mas que ela estava subida. Que por isso não sabia se ela nasceria entretanto, mas que em comparação com o que aconteceu no caso da Mariana que seria bem possível. Mais um toque, que não doeu nada.
Disse-me que a Mariana era uma criança muito bem disposta e que se via que era muito feliz. Eu disse-lhe que devia ser porque tinha andado feliz na gravidez dela e que esperava que o que se passou nesta gravidez não se reflectisse na Matilde. Ele indignado disse-me que as gravidezes tinham sido iguais, eu é que na da Mariana a tinha levado com demasiada ligeireza (eu nunca tinha visto isto sob esse prisma).
Saí da consulta, despedindo-me até 6 semanas depois (revisão pós parto) mas ainda marquei outra consulta para a quinta feira seguinte (embora tivesse o feeling que já não iria). Fomos comprar o bolo e fomos para o meu jantar de aniversário. Eram 20. 15 m e começava ali a recepção à minha menina...

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sábado, julho 19, 2008

Pós parto

Não me estou a portar muito bem neste pós parto. Não faço nada do que me dizem. Não descanso, não me deito de barriga para baixo, etc, etc. O Pedro diz que já é normal. Que nem no pós parto nem na gravidez, nem em nada. Que sou uma indisciplinada. Talvez seja. Mas eu tenho bicho carpinteiro. Não consigo estar parada. E uma coisa até tenho feito "como dizem nos livros": tenho descansado sempre que me posso e me apetece, enquanto ela descansa. Mais do que no pós parto da Mariana. E sinto-me muito melhor. As mamilos estão óptimos, não tenho dores, a barriga já começa a diminuir bastante e sinto-me cheia de energia. estou desejosa de poder começar a fazer ginástica pós parto (que devo começar na quinta-feira). Tirando os dias em que tinha pontos e enquanto os mamilos estavam mais sensíveis, tenho estado muito bem. Nem eu nunca imaginei que seria assim tão fácil, desta vez. Estou surpreendida.

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Última foto, mãe de uma, quase, quase a ser mãe de duas


À entrada da maternidade

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segunda-feira, julho 07, 2008

Ponto da situação

Vamos agora às 18.30 à consulta e depois vamos jantar fora. A minha princesinha parece que não quis nascer entre a irmã e a mãe (tanto pedi para não ser no dia da irmã, e ela tem revelado ser obediente), mas sim entre a mãe e o pai. Tudo bem princesa, quando quiseres, temos tudo preparado à tua espera (anda toda a gente ansiosa, eu estou feliz).
Ainda hoje enontrei uma amiga que me dizia que achava estranho eu estar assim tão sorridente e feliz, com a hora a aproximar-se. Ela achava que eu devia estar nervosa. Claro que provavelmente vou ficar, mas para já tenho uma sensação de bem estar incrível. Estou nas nuvens...

(E obrigada por todos os miminhos. Se ainda tiver tempo, passo por cada blog individualmente)

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domingo, julho 06, 2008

Balanço desta gravidez

Desde o primeiro dia que nunca tive dúvida que estivesse grávida. Poucos dias depois, estava com umas dores que também tive na outra gravidez e que não deixavam margens para dúvidas. Os sintomas eram iguaizinhos aos da gravidez da Mariana, mas mais ténues. Fomos de férias e andei muito ansiosa até fazer o teste. Na noite antes do dia em que era suposto fazer o dito teste, não aguentei mais e fiz. Chamei o Pedro e mostrei-lho, embora já tivéssemos conversado e já falássemos neste bebé como uma realidade. Estávamos a viver um momento de grande felicidade, até as contracções aparecerem. Comecei logo com progesterona e naqueles dias até chegar à oitava semana foram difíceis de passar. Depois foi a fase de contar à família. Até às 12 semanas, muitas vezes neguei e até tentava esquecer que estava grávida. Não queria desiludir-me se algo corresse mal.
Daí até às 17 semanas correu tudo bem e andávamos felizes. A partir daí as contracções ditaram-me que devia fazer uma vida mais regrada, de acordo com o estado. A partir daí seguiu-se uma fase boa, até às 26 semanas (melhor depois de saber o sexo, porque podia começar a imaginá-la). A partir daí tentei viver esta gravidez um dia de cada vez. Uns dias muito feliz, outros dias desanimada. Parecia que o tempo não passava. Tive medo de a minha menina nascer muito prematura.
Às 28 semanas foi como se renascesse para esta gravidez. Era uma meta muito importante e depois disso tirando aquele susto do nódulo, comecei a relaxar e a aproveitar esta gravidez, como um verdadeiro estado de graça que é.
Passei a estar mais confiante e às 32 semanas, a felicidade multiplicou-se. Às 34, sentia-me a pessoa mais feliz do mundo e uma semana depois relaxei completamente. Tenho andado muito feliz. Muito dedicada a esta princesinha. A saborear cada momento. A preparar a sua chegada que sei que será para breve.
Chegadas as 37 semanas, com o nosso objectivo cumprido, vivo um dia de cada vez, sugando cada momento só nosso. Apreciando cada segundo desta nossa cumplicidade. Do que nos liga.
Quando olho para trás, sei que vivi momentos muito conturbados nesta gravidez. Que devia ter sido mais calma. Mas espero sinceramente que esta felicidade dos últimos tempos, compensem todos os nervos e choros anteriores. Que a minha menina seja calma e saudável como a irmã.
E já tenho tantas "saudades" desta gravidez. Que afinal até passou num instante...

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Acabou de me sair...

grande parte do rolhão mucoso (o restante acho que tem saído aos poucos). Limpinho, transparente.
E ao contrário do que pensei, não fiquei stressada. Acho que estes dias foram excelentes para me mentalizar que a hora está próxima (Mas confesso que ontem, quando perdi um bocadinho de líquido fiquei tipo: "Já?")

Há três anos, quando vi "aquela coisa", fiquei tipo em pré pânico. Já nem fomos ao cinema (estávamos à porta, já com os bilhetes comprados) e o facto daquilo trazer um bocado de sangue (e ser "novidade", pois claro), deixou-me a pensar se tinha chegado o momento. A Mariana nasceu 4 dias depois...

Adenda- 17º lugar aqui... (nada mau)

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Isto do síndroma do ninho...

Nunca a minha casa andou tão arrumada... Não posso ver nada fora do sítio. E tenho sempre energia para ir arrumar. Ainda bem que isto passa. Estou farta de arrumar os mesmos brinquedos 50 vezes ao dia...

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Pode ser?

Quinta feira fui à preparação para o parto, para praticar os exercícios de expulsão pelo menos uma vez e a enfermeira disse-me:
-" Se fizer assim, nasce logo à primeira."
Ok, recomendação aceite. Mas já agora, podemos passar aquela fase das contracções à frente e passar logo a esta?

(Também me disse que estava com uma barriga grande. Nããão, é impressão dela... Eheheh.)

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Barrigas de amor

Tenho tanta pena de não poder ir aqui. Mas a viagem hoje não seria muito aconselhada e temos um almoço de amigos em casa da minha mãe.
(Como sempre pensei que já não estaria grávida neste dia, nem tinha colocado a questão de ir ou não. Só há uns dias comecei a pensar que gostaria de ir. E o Pedro ainda me disse agora mesmo, que se quisesse ir, que íamos. Mas não. Não vamos. Com muita pena minha.)

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Das saudades

Saudades, saudades, vou ter desta ginástica que a minha menina faz dentro de mim. Penso que há poucas sensações tão deliciosas como esta. Jamais esquecerei. É bom demais.

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sábado, julho 05, 2008

Estou mesmo feliz (embora já um pouco saudosa deste estado)


Adoro esta imagem...

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(Sem) novidades

Ainda não nasceu. Embora as contracções tenham voltado em força, agora é mais que tempo delas. Vou à casa de banho quase hora a hora, mas ela mexe muito bem. Continuo a apostar no dia 7 para o nascimento da piolha.
(E eu estou a gostar de estar grávida, agora que não estou em cativeiro e ela já não é prematura. A única coisa que me deixa apreensiva é não poder planear nada para mais longe do que daqui a 5 minutos. Estou a aproveitar as últimas horas/dias grávida. Não sei se mais alguma vez voltarei a estar... embora tenha um feeling que sim).

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37 semanas

Dada a hora tardia, venho aqui só para assinalar um marco importantíssimo desta gravidez. A minha pequenina já não é prematura. Acabou o sufoco. A minha filha é um bebé de termo.
Estou mais que feliz.

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sexta-feira, julho 04, 2008

Do final da tarde

Sono de beleza completo.
Agora vou buscar a piolhica. Estava a pensar ir com ela à praia, mas o sol encobriu. Acho que vamos à piscina.

(Reparei agora que as minhas filhas têm as duas 36: uma semanas, outra meses.)

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O pensamento que mais flui nesta cabecinha de grávida

E se eu não chegar a tempo ao hospital/maternidade?

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Impressionante a diferença

A minha barriga acabou de descair. Juro que quando me levantei de manhã não estava assim. Será que a miúda decidiu encaixar-se?
(Está a mexer bem, não tenho contracções nem nada, só pode ter mudado de posição...)

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Todos os dias ouço comentários em relação à barriga mas este é inédito

A minha tia I. diz que a minha barriga parece postiça por ser tão redonda e para a frente. Segundo ela, como de costas não se nota que estou grávida, acha estranho o formato da barriga. Ontem dizia-me assim:
-" Olha, se nós te víssemos numa telenovela com essa barriga, dizíamos logo que raio de barriga te tinham posto que se via mesmo que era postiça."

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Ainda grávida

Este fim de semana, ainda vamos ao cinema, jantar fora e ver o Luís de Matos. (Também queria ir ao parque dos poetas no Domingo, mas acho que não vou arriscar a fazer a viagem...)
Ainda vou esterilizar a chupeta e montar o mobile. Tenho que ir comprar o Folifer, que vou começar a tomar e ainda quero ir ali a dois sítios importantes para mim.
(E a partir da meia noite, cumpro a promessa, amor...)

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