O que elas inventam
O nosso querido carrinho já está esticado aí num qualquer canto. O novo já chegou (e já tem 1000 kms) e eu ainda não o conheço. Quase nunca o conduzo, logo, raramente o estaciono, mas quando o faço, perco-o facilmente. Tipo, sair distraída sem reparar onde o estacionei e depois quando volto: "então afinal onde é que está o meu carro?" Ora bem, eu sei a marca dele. Tudo bem. Mas é preto. Igual a tantos outros. E pequeno, semelhante a tantos outros. Sem outra alternativa, tive que decorar a matrícula, para não fazer figuras tristes. E é aqui que entra a engraçadinha da minha irmã:
-" Olha, agora temos um ..-..- JX. Um João Xavier."
Pois agora sempre que ando desesperada à procura do meu "João Xavier", só me lembro dela a tratar o carro pelo nome próprio. E assim, o nosso carro ganhou vida e um nome. Se alguma vez andar por aí desorientada à procura do meu João Xavier, não estou senil. Estou apenas distraída e à procura dum outro carro, que provavelmente ficou em casa.
As minhas (queridas) irmãs têm destas coisas. Não só gostam de atribuir nomes às coisas, como ainda lhes fazem rimas fantásticas. Um dia, estávamos a falar de nomes giros para os nossos filhos e eu sugeri um. A mana Vera, que tem saídas brilhantes, começou logo a fazer uma rima "interessantíssima". A verdade é que a partir daí nunca mais gostei assim tanto do nome (que não vou dizer porque temos pessoas amigas ou familiares com crianças com esse nome que lêem este blog).
Já agora, alguém que tenha irmãs novas, para eu dispensar estas.
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