Ainda não foi desta que me calhou a mim
Ainda bem que eu estava longe. Eheheh. (Imaginem lá, quem é que deu cabo da roda. Pois claro, a perigosa).
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Ainda bem que eu estava longe. Eheheh. (Imaginem lá, quem é que deu cabo da roda. Pois claro, a perigosa).
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A minha mãe tem:
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Ok, mais uma vez a parvalhona (desculpa lá mas isto da idade dá-me um posto que me permite chamar-te assim) da minha irmã mais nova, escreveu o que eu queria dizer, mas digamos que não tenho "tempo" (lol, é tempo, não é jeito. Nã...) para isso. Tia, era isto mesmo que eu queria dizer, mas só me saiu isto (são as hormonas). Padrinho, tu continuas a ter o mérito de a aturar e isso a minha maninha mais nova não referiu. Eheheh...
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O poema diz assim:
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Todas as Terças-feiras vamos jantar a casa da minha tia I., uma das 3 irmãs da minha mãe. Não sei precisar desde quando, mas parece-me que foi desde sempre (sei que foi algures desde que a minha mãe ficou doente). A minha tia que é uma super cozinheira que faz excelentes receitas e experimenta novos doces. Quase todas as semanas para além disso, tem um miminho para as meninas. Raras não são as vezes que nos faz ou chapéus ou malas com uma perfeição que só aquelas mãos super habilidosas conseguem. Agora está a fazer uma vestido com casaco e manta para a Matilde. Já perdi a conta a tudo o que fez para a Mariana.
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O meu avô é pai do meu pai. Sempre foi uma pessoa muito importante na minha vida. Um homem que admiro como poucos. Lembro-me de crescer a ouvir as suas histórias sobre mouros, sobre D. Afonso Henriques que tinha tanta força que agarrava em pedras do tamanho de casas e as atirava aos mouros e outras coisas "sobrenaturais". Afirmava sempre convicto que era tudo verdade. Sorria com o nosso ar espantado. Terminava todos as histórias com :" E depois veio uma menina de vestido encarnado e o conto está acabado".
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Eu arrastei-a até ao ginásio. Agora até vai sozinha. Estamos no bom caminho. (Agora quero ver quem é que me arrasta a mim, que eu fiz um ar interessada mas foi só para ela ir. Mas tenho que fazer render os meus euritos deixados lá. Só pensar em pedalar, flexões, abdominais, etc, até me doi a alma. Eu sou mais atletismo ou futebol. E o meu incentivo é mais o meu maridinho que não está lá no ginásio. Estou feita. Acho que vou emigrar para um país onde não haja estas coisas do demo denominadas ginásios...)
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Eu sabia que este dia havia de chegar. Ainda não é o perfeito, porque assim que acabamos de dizer "que dia perfeito este", ele já passou, e quem sabe já estamos num imperfeito. Mas é um dia feliz. As pessoas que mais amo estão felizes. E nós somos assim. Somos um clã que chora em conjunto mas que também festeja com uma euforia desmedida que só pode conhecer quem sabe o que é o amor. Os laços de sangue fizeram-nos irmãs, a vida tornou-nos amigas. Cúmplices. Estamos como num casamento numa fase de total enamoramento porque felizmente aos poucos, a nossa vida vai-se reconstituindo. Aprendemos a viver com o temos e a valorizar os ensinamentos de quem já perdemos. Temos muito amor para dar, embora durante a vida tenhamos aprendido que nem sempre fizemos as melhores escolhas. Caímos, erramos, levantámos e embora este ciclo se possa repetir novamente, hoje estamos juntas e fortes. Prontas a levantar e a limpar as lágrimas que cada uma de nós derrame.
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