quarta-feira, agosto 27, 2008

Ainda não foi desta que me calhou a mim

Ainda bem que eu estava longe. Eheheh. (Imaginem lá, quem é que deu cabo da roda. Pois claro, a perigosa).

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sexta-feira, maio 02, 2008

Saído do nada

A minha mãe tem:
- 3 irmãs
- 3 filhas
- 3 netas (se já contarmos com a embutida Matilde)

(Coitada. Tanta mulher... E não, não tem irmãos, não tem filhos, nem tem netos...)

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quinta-feira, abril 24, 2008

Inventem-se novas irmãs

Ok, mais uma vez a parvalhona (desculpa lá mas isto da idade dá-me um posto que me permite chamar-te assim) da minha irmã mais nova, escreveu o que eu queria dizer, mas digamos que não tenho "tempo" (lol, é tempo, não é jeito. Nã...) para isso. Tia, era isto mesmo que eu queria dizer, mas só me saiu isto (são as hormonas). Padrinho, tu continuas a ter o mérito de a aturar e isso a minha maninha mais nova não referiu. Eheheh...

Ou melhor, eu tinha aquele texto em rascunho e ela roubou-mo. Não é ela que escreve. Sou eu. Ela é só o meu pseudónimo. Eheheh.

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segunda-feira, abril 21, 2008

Um dos melhores presentes desta gravidez II

O poema diz assim:

"A força
Que eu tive no momento
Tecendo o teu corpo
A primeira vez
Está agora no teu ventre
Em movimento
No filho que a gente fez

Depois irá pouco a pouco
Ficando maior
Por dentro de ti
E o teu corpo me segreda
Quando toco
Que o meu filho está ali

Eu fui a semente
Tu és o canteiro
Dum cravo de carne
Que tem o meu cheiro
Eu fui o arado
Tu és a seara
Seara de trigo sem fim
Seara lavrada por mim

O que o homem sente
Quando a companheira
Dá flor no presente
Para a vida inteira
É como se fosse o sangue
Fosse uma roseira
Roseira botão de gente
Rosa da minha roseira

A vida que tece outra vida
É vida parida
é vida maior
Tens agora a palpitar
A minha vida
No teu ventre amor

Depois o sangue dos dois
Será vida nova
Será uma flor
Flor de carne
A despontar da primavera
Do teu ventre amor."

Letra de: José Carlos ary dos Santos
Música de: Paulo de Carvalho

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Um dos melhores presentes desta gravidez

Todas as Terças-feiras vamos jantar a casa da minha tia I., uma das 3 irmãs da minha mãe. Não sei precisar desde quando, mas parece-me que foi desde sempre (sei que foi algures desde que a minha mãe ficou doente). A minha tia que é uma super cozinheira que faz excelentes receitas e experimenta novos doces. Quase todas as semanas para além disso, tem um miminho para as meninas. Raras não são as vezes que nos faz ou chapéus ou malas com uma perfeição que só aquelas mãos super habilidosas conseguem. Agora está a fazer uma vestido com casaco e manta para a Matilde. Já perdi a conta a tudo o que fez para a Mariana.
As noites são muito divertidas. Somos nós 7, a tia I. e o padrinho A., o meu afilhado D. e o primo C. e a A. com o M. de 4 meses. Comemos, conversamos, vimos fotos, televisão, rimos e contamos peripécias. Quase sempre há histórias que nos levam às lágrimas de tanto rir. Ultimamente temos rido muito com o facto de a minha tia sexagenária (sexoagenária, não é tia?) andar na net como se de uma adolescente se tratasse.
Lembro-me de sempre ter visto a minha tia como uma pessoa muito especial. Que escolhia poemas e me escrevia postais com eles. Que canta fado como poucos fadistas e até "que a voz lhe doa" (às vezes fora de tempo, não é tia?).
Uma terça feira destas disse-me que tinha um presente para mim. Foi buscar um poema de Ary dos Santos e disse-me que o ia lcantar-mo (o Paulo de Carvalho adaptou-lhe uma melodia) como se fosse o Pedro a dedicar-mo. Naquele momento passaram-me muitas coisas pela mente. E fiz força para não chorar. Pelo gesto da minha tia, pelas palavras lidas e cantadas com tanto sentimento. Por o que senti ao ouvir aquelas palavras que pareciam escritas para esta minha gravidez. Para mim. Para nós.
E o resto da noite foi de levar às lágrimas de riso, pelas palhaçadas do primo C. e da mana Vera com as letras dos poemas do Ary dos Santos.
Por muitos anos que viva, nunca vou esquecer este presente para a minha Matilde. Para mim, pela minha gravidez. Obrigada tia. Adoro-te (Ok, padrinho, a ti também. Que tens o mérito de a aturar, eheheh).

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quinta-feira, abril 10, 2008

O meu avô V.

O meu avô é pai do meu pai. Sempre foi uma pessoa muito importante na minha vida. Um homem que admiro como poucos. Lembro-me de crescer a ouvir as suas histórias sobre mouros, sobre D. Afonso Henriques que tinha tanta força que agarrava em pedras do tamanho de casas e as atirava aos mouros e outras coisas "sobrenaturais". Afirmava sempre convicto que era tudo verdade. Sorria com o nosso ar espantado. Terminava todos as histórias com :" E depois veio uma menina de vestido encarnado e o conto está acabado".
Sorri cada vez que alguém lhe relembra que tem apenas netas e bisnetas. Oito a caminho das nove. Diz prontamente que as netas logo lhe arranjam netos. Fala de nós com um orgulho desmedido e dá tudo por nós.
Faz as "coisinhas" dele. Faz comida. Até anda a ler um livro de petiscos e já escolheu um para nos fazer no já combinado jantar lá em casa dele. Dá bombons às meninas sempre que elas lá vão. Preocupa-se connosco e diz-me muitas vezes que estou bonita.
Sofreu muito com a morte do meu pai. Evita falar da partida do seu único filho (homem). Sofreu com a partida da minha avó. Mostrou-se sempre forte. Costumava dizer que morria 30 anos antes dela. Agora diz que quem já muito durou, pouco pode durar.
Hoje disse que tinha a melhor família do mundo, porque nos dávamos todos bem. Por sermos muito unidos. E eu ouvi orgulhosa. Aos 81 anos o meu avô diz o que lhe vai no coração. E embora nunca consigamos retribuir tudo o que tem feito por nós, ele sente-se recompensado.
Obrigada avô. Amo-te muito.

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sexta-feira, novembro 30, 2007

Tal mãe, tal filha


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quinta-feira, novembro 08, 2007

Feitiço contra o feiticeiro

Eu arrastei-a até ao ginásio. Agora até vai sozinha. Estamos no bom caminho. (Agora quero ver quem é que me arrasta a mim, que eu fiz um ar interessada mas foi só para ela ir. Mas tenho que fazer render os meus euritos deixados lá. Só pensar em pedalar, flexões, abdominais, etc, até me doi a alma. Eu sou mais atletismo ou futebol. E o meu incentivo é mais o meu maridinho que não está lá no ginásio. Estou feita. Acho que vou emigrar para um país onde não haja estas coisas do demo denominadas ginásios...)

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Amor incondicional

Eu sabia que este dia havia de chegar. Ainda não é o perfeito, porque assim que acabamos de dizer "que dia perfeito este", ele já passou, e quem sabe já estamos num imperfeito. Mas é um dia feliz. As pessoas que mais amo estão felizes. E nós somos assim. Somos um clã que chora em conjunto mas que também festeja com uma euforia desmedida que só pode conhecer quem sabe o que é o amor. Os laços de sangue fizeram-nos irmãs, a vida tornou-nos amigas. Cúmplices. Estamos como num casamento numa fase de total enamoramento porque felizmente aos poucos, a nossa vida vai-se reconstituindo. Aprendemos a viver com o temos e a valorizar os ensinamentos de quem já perdemos. Temos muito amor para dar, embora durante a vida tenhamos aprendido que nem sempre fizemos as melhores escolhas. Caímos, erramos, levantámos e embora este ciclo se possa repetir novamente, hoje estamos juntas e fortes. Prontas a levantar e a limpar as lágrimas que cada uma de nós derrame.
Todos os dias agradeço a Deus ter duas irmãs. E uma sobrinha. Uma mãe. Uma filha. (E um marido, pois claro.) Que amo muito. Que são o meu orgulho. Por quem dava a minha vida. Por quem me levanto todos os dias e vivo. E hoje, faço-o especialmente feliz.

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